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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

FACTÓIDE

Ministro prega peça em exploradores de poços maduros de petróleo na Bahia
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Foto: Reprodução/ Expresso Catuense

por Ricardo Luzbel


Não há razão para suspeitar que o atual ministro de Minas e Energia, Fernando Bezerra Coelho, seja um homem sem boas intenções. Com certeza, foi induzido por assessores inescrupulosos, que levaram o ministro a produzir factoides, como o vexame protagonizado há duas semanas em uma visita à Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb). 

Vamos aos fatos: Coelho veio à Bahia lançar um programa de transferência/licitação de poços maduros, hoje explorados ou não pela Petrobras, para prováveis interessados da iniciativa privada, considerando, segundo afirmou, que pela sua produção pequena e logística complicada não mais interessariam a estatal. Afinal depois de muitos anos que todo o setor clamava por esta decisão, a Petrobras renunciaria a poços mal geridos, carregando o maior cabide de empregos que se tem história na indústria petrolífera. Que maravilha, pensariam alguns. A luz se fez. A Petrobras alcançou a Modernidade. Não é bem assim. Pequenos produtores que participaram isoladamente das licitações da Agência Nacional de Petróleo (ANP) e que não têm a Petrobras como sócia nas suas campanhas sofreram e sofrerão “o pão que o diabo amassou” para conseguir vender sua produção, pois só a Petrobras é compradora. Se o produto extraído for petróleo, só ela tem capacidade para refinar. Pior se a produção for gás natural, pois a Petrobras compra destes produtores a preços quase três vezes menores do que ela mesma vende à Bahiagás. Sabe por quê? A Petrobras é sócia da empresa, distribuidora de gás natural do Estado da Bahia e não permite que qualquer produtor comercialize seu gás diretamente com a estatal baiana. Ora, meus senhores, será que algum pobre inocente terá interesses em assumir estes campos maduros da Petrobras, sem que esta se comprometa em comprar o produto explorado por preço justo? Não devia, mas tem maluco para tudo. Então por que o factóide? Se isto fosse sério, a Petrobras devia se comprometer em adquirir petróleo a preço internacional, como também aceitar que os produtores de gás vendam diretamente à Bahiagás, utilizando como referência os preços que a Petrobras vende para a distribuidora. A petrolífera com certeza dirá que esta matéria é mentirosa. Prove. Revele o preço que adquiriu petróleo de todos os produtores pequenos no Estado da Bahia. Mais ainda, apresente todos os contratos de compra de gás natural de pequenos produtores na Bahia e por quanto este gás foi vendido à Bahiagás. Não vale alegar confidencialidade. Não vale também, se por acaso for comprovado o que descrevemos neste artigo, alegar que cobra mais caro do que compra porque tem que padronizar o gás natural adquirido de terceiros e transportar nos seus gasodutos, tentando assim justificar tal aberração. Lero-Lero. A UPGN (Unidade de Processamento de Gás Natural) é o equipamento que a Petrobras usa para padronizar o gás. Acontece que a separação acaba gerando metano, que ela vende diretamente às indústrias e ainda converte parte do gás em GLP, o gás de cozinha, faturando mais e mais em cima do pequeno produtor. Só em alguns casos a Petrobras permitiu que pequenos produtores de gás natural vendessem direto à Bahiagás. O nome da empresa que conseguiu este feito não revelo “por confidencialidade”, mas garanto que foi a influência política desse pequeno produtor. Porém aconteceu poucas vezes.

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