RADIO WEB JUAZEIRO : VIOLÊNCIA POLICIAL CONTRA UMA FAMÍLIA EM PLENO CARNAVAL

domingo, 12 de fevereiro de 2017

VIOLÊNCIA POLICIAL CONTRA UMA FAMÍLIA EM PLENO CARNAVAL

“Qual o papel da polícia militar?


“Proteger os cidadãos, a sociedade e os bens públicos e privado. Colaborar com todos os segmentos da comunidade, gerando a sensação de segurança que a comunidade anseia.”

Porém, segundo pesquisas todo cidadão/ã brasileiro/brasileira já foi agredido pela polícia ou conhece alguém que já foi. Ontem, na abertura do carnaval de Juazeiro-Bahia, um fato corriqueiro estava acontecendo: um agrupamento da polícia militar da Rondesp conduzia um rapaz tirando-o do meio da multidão. Também de forma “corriqueira” começaram a espancar o rapaz violentamente com cacetadas, socos, chutes e pontapés. O que foi incomum foi a reação contrária das pessoas que presenciavam, inclusive minha família, que éramos naquele momento os mais próximos do acorrido. A isso se deveu uma reação de violência e agressões desproporcionais do agrupamento da polícia militar que investiu contra nós batendo com cassetetes, socos e pontapés. Mandava-nos calar a boca. Irados contra a solicitação pura e simples de que fizessem o que era o dever deles: encaminhar o detido para a polícia civil a fim de que fossem tomadas as providencias devidas. Não cabe a polícia julgar e condenar nenhum cidadão /cidadã.

Todos nós apanhamos. E apanhamos muito. Minha filha chegou a ser espancada covardemente depois de caída no chão, com um soco no rosto e uma tentativa de ter seu rosto pisado deliberadamente e com requinte de crueldade por um dos policiais. Tal ato só não foi concretizado graças ao meu filho que a protegeu.

Nós até aquele momento não estávamos dentro das estatísticas de agredidos por policiais. Diante de tudo, quero compartilhar minha indignação com todo que ocorreu. O que deu início a tudo que foi relatado? A não aceitação do espancamento de um jovem negro. Um cidadão negro. Que como tantos outros são espancados e mortos todos os dias neste país, sem que a justiça seja/esteja para eles e as oportunidades tampouco.

Prestamos queixa. Iremos fazer exame de corpo de delito. Procuraremos a corregedoria da polícia, buscaremos provas e testemunhas que estejam dispostas a depor.


Neide Tomaz, ex presidenta do Conselho Municipal de igualdade racial



Obs.: Este blog reserva o espaço para o representante da PM em Juazeiro, caso deseje esclarecer o assunto em tela

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