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quarta-feira, 29 de março de 2017

ENERGIA MAIS CARA A PARTIR DE MAIO

Volume fraco de chuvas pode elevar preço da energia a partir de maio

Por Rodrigo Polito | Do Rio


O agravamento da crise hidrológica do sistema elétrico pode antecipar para o primeiro semestre a configuração da bandeira tarifária vermelha, que inclui um custo extra de R$ 3 por 100 quilowatts-hora (kWh), para bancar o acionamento de termelétricas de custo mais elevado.

A maioria dos especialistas do setor já esperava a bandeira vermelha para o segundo semestre, no auge do período seco, mas o volume de chuvas mais fracos, somado à implantação de um mecanismo de aversão a risco mais rigoroso, pode elevar o preço da energia a partir de maio.

Na quinta e sexta-feira, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) realizará reunião com empresas do setor elétrico para apresentar as condições de operação do sistema em abril.

Devido à determinação pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) de redução da vazão de operação de Sobradinho, na Bahia - de 800 m3 /s para 700 m3 /s até o fim do ano - e à piora das condições climáticas, o grupo Compass Energia, especializado em comercialização, prevê um preço de liquidação das diferenças (PLD), - que baliza o preço de energia no mercado de curto prazo, de R$ 318/MWh na próxima semana.

Se os novos parâmetros de aversão a risco já estivessem em vigor, o valor seria de R$ 432/MWh, o que poderia acionar a bandeira tarifária vermelha. Pelas regras das bandeiras tarifárias, se a o custo de operação da termelétrica mais cara prevista para ser acionada pelo ONS for superior a 422,56/MWh, a bandeira passa a ser vermelha.

"Não enxergamos risco de desabastecimento, mas o PLD vai refletir esse período úmido [de novembro a abril] que foi bem ruim. Daí prevemos bandeira amarela no mínimo e há grande chance de haver [bandeira] vermelha a partir de maio", afirmou Gustavo Arfux, sócio-diretor do grupo Compass.

Fábio Cuberos, gerente de Regulação do grupo Safira Energia, é um pouco mais cauteloso. "Há grandes chances de sair [bandeira vermelha] ainda no primeiro semestre, a partir de maio, uma vez que temos uma situação hidrológica complicada e alteração de parâmetros de CVaR [mecanismo de aversão a risco]. ", disse.

Segundo dados do ONS, o nível dos reservatórios do subsistema Sudeste/Centro-Oeste, que concentra 70% da capacidade de armazenamento de água para geração de energia do país, está em 41,5%. O número é mais de 16 pontos percentuais inferior em relação a mesma data do ano passado, de 57,7%, no fim do penúltimo mês do período úmido.

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