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terça-feira, 4 de abril de 2017

CASO BEATRIZ MOTA - PAIS DA GAROTA CONTINUA NA LUTA

"Se não nos sentirmos confiantes com essa Casa é necessário eu entrar nessa luta também", diz pai de Beatriz sobre política

Adriana Rodrigues 

Além dos servidores municipais de Petrolina que lotaram a Casa Plínio Amorim nesta terça-feira (04), a sessão contou também com a presença de Lucinha Mota e Sandro Romilton, pais de Beatriz Angélica Mota, assassinada no Colégio Maria Auxiliadora em dezembro de 2015.

Depois da polícia apresentar as fotos do suspeito, a família veio pedir a ajuda do legislativo de Petrolina, para que o caso não chegue ao esquecimento. Eles pedem a criação de uma Comissão Especial de Inquérito, para investigar o processo de consessão do alvará de funcionamento da escola. Essa é a 2º vez que eles vão a Câmara.

O pai de Beatriz ao usar a tribuna, contou os desdobramentos da investigação. "Um ano e quase 04 meses tentando explicar aos senhores o sentimento dessa perda, com essas variáveis do caso da maneira que foi e não ter solução nenhuma. Eu não consigo explicar aos senhores. Estou aqui hoje por conta dos novos fatos, as investigações não estão a galope, mas aconteceu 20 dias atrás, uma revelação que para mim chocou, dessa vez não é mais um retrato falado genérico, que tem traços de todos e de ninguém ao mesmo tempo, temos imagens. São imagens de um assassino, tramando, maquinando para cometer a pior tragédia de uma família", falou.

Mais uma vez Sandro Ramilton, destaca a forma omissa com que a escola trata o caso. "Já sabemos que ela não foi convidada, foi espontaneamente. O crime não foi para mim e nem para a nossa esposa como disseram no início. Aquele cara ficou o tempo todo com um telefone celular esperando a ligação de alguém que provavelmente estaria dentro daquela empresa. Um evento com quase 3 mil pessoas. Uma coisa que me chateia é quando dizem que a escola é vítima, isso cansa a minha beleza. O assassino tinha endereço mas não tinha vítima. As instituições elas se protegem, mas a instituição maior é a família. Se a escola quer contribuir, abra-se as portas, diga como aconteceu isso, quebre seus cofres, fale com as pessoas, se havia uma tentativa anterior, se foi premeditado, se houve ameaças anteriores, porque essas imagens apareceram depois de um ano e três meses"? indagou.

Ele também criticou a importância que os parlamentares deram ao caso no ano passado. "Não me senti representado, por essa casa em 2016", disse ele fazendo referência ao convite de Gilmar Santos (PT), para ir à Casa. "Eu e Lúcia nunca tivemos pretensões políticas, mas nós já percebemos que tudo o que nós vamos fazer precisa do rótulo e o aval de um político. Se nós não nos sentirmos confiantes com essa Casa, é necessário eu me incluir nesse meio e entrar nessa luta também para termos força", conclui.

Lucinha Mota, acredita que as imagens tenham sido recuperadas só agora, porque para ela, seria irresponsabilidade se elas existissem e não tivessem sido divulgadas. "Não há mais necessidade de sigilo de inquérito, a gente acredita que aquele seja o assassino".

Os vereadores prometeram colaborar com o aumento da recompensa que atualmente é de R$ 10 mil, para facilitar a prisão do suspeito e avaliar se é constitucional criar a Comissão para acompanhar os órgãos que investigam o caso.

Denúncia

O MPPE está aberto para receber informações sobre o caso através do WhatsApp, no número (81) 98878.5733, criado em dezembro de 2016 para facilitar o envio de informações sobre o caso; por telefone, para a Promotoria de Justiça de Petrolina no (87) 3866.6400; e pessoalmente, na sede das Promotorias de Justiça de Petrolina, na Avenida Fernando Góes, 625.