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sexta-feira, 7 de abril de 2017

INFLAÇÃO NO 1º TRIMESTRE Á A MENOR DESDE O INICIO DO REAL, DIZ IBGE

IPCA sobe 0,25% em março, o menor valor para o mês desde 2012, e preços nos primeiros três meses do ano têm alta de 0,96%

No acumulado de 12 meses até março deste ano, o IPCA subiu 4,57%, e a meta de inflação para 2017 é de 4,5% (Ricardo Matsukawa/VEJA.com)

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do país, subiu 0,25% em março, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira. É o menor valor registrado para o mês de desde 2012. Com esse resultado, os três primeiros anos de 2017 registraram aumento de preços de 0,96%, o menor desde o início do Plano Real, em 1994 . Em fevereiro, o IPCA havia subido 0,33%, e teve alta de 0,43% em março do ano passado.

No acumulado de 12 meses até março deste ano, o IPCA subiu 4,57%. A meta de inflação para 2017 é de 4,5%, e com a margem de tolerância de 1,5 ponto porcentual pode ficar entre 3% e 6%. A aposta dos analistas de mercado é que o IPCA encerre este ano abaixo do centro da meta, em 4,10%, segundo o último Boletim Focus.

A desaceleração da inflação tem motivado o Copom, do Banco Central, a reduzir a taxa de juros (Selic). A estimativa do governo segundo informação do Relatório Trimestral corrigida na última quarta-feira, é de alta de 3,6% para 2017 no cenário de referência. A Selic está em 12,25% ao ano após dois cortes sucessivos de 0,75 ponto percentual, e a aposta do mercado é que os juros passem a cair 1 ponto percentual, fechando o ano em 8,75%.
Grupos

O preço dos itens de quatro dos nove grupos de produtos e serviços analisados tiveram queda entre fevereiro e março: transportes (-0,86%), comunicação (-0,63%), artigos de residência (-0,29%) e vestuário (-0,12%). O destaque é a redução na preço da gasolina, do grupo transportes, cujo preço do litro ficou, em média, 2,21% mais barato, segundo medição do IBGE.

Já o grupo em que os preços mais subiram em março foi a habitação (alta de 1,18%), impulsionado pela alta na energia elétrica (4,43%). “O resultado do item energia elétrica reflete a cobrança da bandeira tarifária amarela no valor de 2,00 reais a cada 100 kwh consumidos, aliada a aumentos ou reduções nas parcelas do PIS/COFINS, dependendo da região pesquisada”, diz nota do órgão.

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