RADIO WEB JUAZEIRO : CRISE NO CEMITÉRIO

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sexta-feira, 26 de maio de 2017

CRISE NO CEMITÉRIO

Homem tem que cavar a cova da própria mãe em cemitério 

Família foi surpreendida pela situação que se encontrava o cemitério e teve que levar de casa ferramentas, cimento e cal

O último Dia das Mães, que foi celebrado no dia 14 de maio, vai ficar para sempre marcado na memória do aposentado Albérico Lobo, 70, que teve a cavar a cova da própria mãe, falecida no sábado (13).

Caetana Maria da Silva era baiana de acarajé, nascida e criada no bairro de Itapuã e tinha o desejo de ser enterrada no cemitério público do bairro, onde viveu durante 87 anos.

Além de enfrentar a dor da perda, a família foi surpreendida ao chegar ao local e se deparar com a situação que se encontrava o cemitério.

Cemitério de Itapuã. Foto: reprodução/WhatsApp

“O mato estava no nosso joelho. Não existia capela, apenas um lugar pra colocar o caixão em cima. Nós mesmos fizemos nossas orações, pois nem sequer havia um padre pra fazer uma missa digna”, relatou a neta de dona Caetana, Natalia Lobo, 30.

Segundo ela, a família teve que pagar uma pessoa para capinar o caminho até a cova. “Primeiro o coveiro abriu a cova errada, já que havia duas covas com o mesmo número. Depois, tivemos que levar tudo: ferramentas, cimento e cal. Ter que cavar a cova de quem você ama e dar um último adeus dessa forma é muito deprimente. Não é possível que diante de tanto impostos que pagamos, até na hora da nossa morte não merecemos ter ao menos uma passagem digna. Nossa dor foi ainda maior”, disse Natalia, em denúncia ao site Varela Notícias.

Cemitério de Itapuã. Foto: reprodução/WhatsApp

A Secretaria Municipal de Ordem Pública (Semop) enviou uma nota explicando a situação, confira:

“Em relação ao ocorrido no cemitério de Itapuã, no último dia 14 de maio, em que a família da srª CAETANA MARIA DA SILVA afirma ter levado ferramentas para realizar o sepultamento, a Secretaria Municipal de Ordem Pública (Semop) esclarece que, de acordo com o Decreto nº 11.301/1996 art. 24, o mausoléu é um espaço privado, pertencente à família e a manutenção, intervenção ou ato de abri-lo é de responsabilidade dos familiares.

A Semop informa ainda que nenhum cemitério Municipal oferece velório (cerimônia), apenas o espaço para abrigar o corpo, até que seja concluído o sepultamento. Sobre a capinação no cemitério de Itapuã, equipes da Limpurb estão fazendo serviço de roçagem e catação que deve ser concluído até o final desta semana”.

VN