RADIO WEB JUAZEIRO : ‘EPIDEMIA DE MURIÇOCAS EM JUAZEIRO É CAUSADA PELA AGROVALE’, DENUNCIAM VEREADORES

terça-feira, 20 de junho de 2017

‘EPIDEMIA DE MURIÇOCAS EM JUAZEIRO É CAUSADA PELA AGROVALE’, DENUNCIAM VEREADORES

ILUSTRAÇÂO - Cortador coloca fogo em canavial para o corte da cana
 (Foto: Joel Silva/Folhapress)


AP- A cidade de Juazeiro se transformou em uma verdadeira epidemia de muriçocas. O fato se tornou tão grave que turistas filhos de Juazeiro, que saíram de outras cidades distantes para brincarem o São João de Petrolina, decidiram se hospedarem na mesma cidade porque não suportaram a nuvem de muriçocas que saem todos os dias do canavial de Agrovale. Ainda assim, donos de bares e restaurantes de Juazeiro a noite estão tomando prejuízos porque os clientes não frequentam, inclusive no centro da cidade.

O fato gerou acirradas críticas dos vereadores Bené Marques (PSDB) e Neguinha da Santa Casa (PMDB) na tribuna da Casa Aprígio Duarte nesta segunda-feira (19). “Juazeiro é uma cidade que tem várias lagoas, e já percebemos que quando começa a queima da cana as muriçocas aumentam na cidade. Antes da queima, a quantidade era menos, mas quando começou a moagem elas começas a tomar de conta da cidade. A pior infestação dos mosquitos está localizada nos seguinte bairros: Castelo Branco, Itaberaba, Alto do Alencar, Alto do Cruzeiro, Monte Castelo, Tancredo Neves, Dom Tomaz, Jardim São Paulo e João XXIII. A calamidade é geral, inclusive no centro da cidade – mas tem alguns bairros que são piores que outros”, lamentou o vereador Bené.

Ele afirmou ainda que apresentará oficio nesta semana à secretária municipal de saúde, Fabíola Ribeiro, solicitando a passagem do carro fumacê nos bairros mais críticos. “Ainda irei solicitar uma possível parceria com a Agrovale para que se faça um trabalho dentro da empresa, porque está mais do que claro que quando começa a queima da cana a situação fica insuportável na cidade”, destacou.

Vereadora Neguinha da Santa Casa
No momento desta entrevista pela reportagem do AP, dentro da própria Câmara de Vereadores, deu-se para observar o grande volume de muriçocas no plenário das sessões. O problema se transformou em caso público de saúde pública onde vereadores ligados a área de saúde, a exemplo de Neguinha da Santa, mostrou a sua preocupação. “A coisa é séria e temos que fazer algo com urgência. Neste caso não tem como colocar a culpa na Secretaria Municipal de Saúde porque o problema é gerado com o corte da cana na Agrovale. A empresa é a causadora de todo o problema na cidade.

Ninguém pode mais conversar com as pessoas a noite em qualquer lugar da cidade, e a partir das 18h a situação fica insuportável onde ninguém pode sentar na porta ou numa praça, conversar com os filhos, e ainda não se assiste mais uma televisão. Eu fico trancada dentro de meu quarto, isso porque deixo o mesmo trancado dia e noite porque não tem a minima condição de deixar a porta aberta, e ainda temos um outro problema grave que são as crianças contraindo doenças”, lamentou a vereadora.

Ela ainda abordou a situação degradante que se encontra o espaço da Câmara tomado pelas muriçocas. “Quando chega a noite ninguém consegue ficar. Até no plenário se vê as muriçocas tirando o sossego das pessoas”. Ela foi mais além: “A cidade está um inferno, isso porque ninguém consegue mais ficar em lugar algum, se a pessoa está conversando as muriçocas entram na boca, o caso é sério e temos que tomar uma posição como representantes do povo porque até danos a saúde estão acontecendo com hospitais estão ficando abarrotados de crianças. Existe casos onde crianças estão cheias de feridas, e muitas das mães não sabem ainda o que está causando o problema”.

Comércio prejudicado

Ainda segundo o vereador Bené Marques, o movimentos em bares e restaurantes da cidade caiu bastante devido ao problema das muriçocas. “Além da crise temos ainda a questão das muriçocas. No bairro Castelo Branco muitas pessoas deixaram de frequentar devido a este problema”. O vereador reside no bairro Itaberaba, local onde pessoas convivem ao lado do plantio da cana. Ainda assim, o canavial fica próximo do recém-inaugurado shopping, do Mercado do Produtor e várias casas de comercio. “Neste período que começa a moagem para a gente se sentar na sala é obrigado a vestir uma calça comprida, colocar um lençol para tentar assistir uma televisão ou conversar com a família”, lamentou.

A vereadora Neguinha relata a sua agonia dela e de outras pessoas na cidade. “Eu uso raquete, repelente, tudo para que possa afastar as muriçocas. Em alguns restaurantes da cidade a noite, os proprietários fornecem o repelente aos clientes para tentarem manter a clientela, caso contrário não vendem. São vários os bares e restaurantes que estão apelando fazendo isso”, concluiu.

Com a palavra a direção da empresa.


Fonte: Farnesio Silva

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