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terça-feira, 13 de junho de 2017

ESTADO DA BAHIA CORREU RISCO DE FICAR SEM INTERNET

Suspensão do fornecimento de internet na Bahia é descartado após reunião

Coelba e representantes das empresas se reuniram nesta segunda
Rafael Neddermeyer | Fotos Públicas

A possibilidade de o fornecimento de internet a cabo ser suspenso por 24h na Bahia foi descartada nesta segunda-feira, 12, após reunião entre representantes das empresas provedoras, que prestam o serviço, e a Companhia de Eletricidade do Estado da Bahia (Coelba).

Nas últimas semanas, o Sindicato das Empresas de Internet do Estado da Bahia (Seinesba) reclamou dos novos critérios para o cabeamento nos postes que a Coelba teria imposto, com a exigência de cumprimento das ordens em um prazo de 30 dias, tempo que o sindicato considerou curto.

Na reunião desta segunda, com a presença de um representante da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), ficou acordado um prazo de 90 dias para a regularização, a partir do diagnóstico apresentado pela companhia. Todo o procedimento para o reordenamento dos cabos de provedores de internet nos postes será acompanhado em conjunto pela distribuidora, pelo sindicato e as associações representantes dos provedores. A informação foi confirmada pela companhia e pelo presidente do Seinesba, André Costa.

À reportagem de A TARDE, o superintendente de Serviço Técnico da Coelba, Eduardo Girardi, explicou que a companhia somente coloca em prática as regras já existentes, desde 2014, da Aneel e Anatel, agências reguladoras do setor de energia e telefonia, respectivamente.

Todo o trabalho feito pela distribuidora de energia é realizado com comunicação prévia e em conjunto com as empresas de telecomunicações. "A Coelba não estabeleceu nenhuma mudança na relação já existente da Aneel e Anatel. Comunicamos apenas paras as empresas de internet a necessidade de verificar e ordenar o cabeamento, até por questões de segurança", disse.

Em nota, a Coelba disse também que não está realizando corte indevido de cabos de empresas de internet em Salvador. "O trabalho de reordenamento das fiações nos postes da distribuidora foi iniciado no final de 2015 e consiste na identificação, retirada de cabos inativos e equipamentos instalados à revelia, coordenação e monitoramento das ações de regularização do cabeamento das telecomunicações e de organização das situações como emaranhados de fios, exposição de riscos de acidentes e poluição visual na cidade".

Ainda segundo a empresa, apenas em 2016, foram ordenados 45 Km de cabos de telefonia e telecomunicações em 11 grandes corredores viários de Salvador e retiradas cerca de 1,5 toneladas de materiais das redes de telefonia/telecomunicações, instalados irregularmente.