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quarta-feira, 28 de junho de 2017

OPINIÃO DO LEITOR

Brasil: Coitada da Nossa República!


A República teve início em 1889, 389 anos depois da chegada de Cabral (chamada de República velha e nona em períodos diferente) – regime capitalista presidencialismo em algumas versões: “monarquia; feudalismo; colonialismo; ditadura militar, democracia”!... Desde a chamada independência do Brasil em 1822, o país veio passando por diversas fases da sua organização como Estado, representado pela União e demais entes federados como Estados e Municípios, maioria delas de natureza política conservadora com avanços do processo democrático – faltando, ainda, avançar bastante para alcançar a democracia plena!

Com diversos períodos adversos ao legítimo processo de democracia plena (...) e depois de expressivos avanços, principalmente pós Constituição outubro de 1988, depois baladas agressões à democracia, a República Federativa do Brasil mergulhou e está dentro da pior crise política e moral da sua história. Sem previsão de saída a curto, nem a médio prazo – possivelmente, tendo de durar duas a cinco décadas para passar por uma expressiva melhora.

O presidente da República denunciado pela PGR – Procuradoria Geral da República, pela imprensa em geral – depois de acusado de ocupar o poderoso cargo através de um “golpe”, com impeachment da titular do cargo. Podendo dizer também que o senhor presidente foi delatado, com gravações de áudio e imagem, questionadas por ele e ratificadas pela PF – Polícia Federal. O presidente do Senado Federal é de um partido gravemente delatado e denunciado de corrupção e o presidente da Câmara dos Deputados investigado. Cargos como de juiz e procuradores citados em delações de operação de combate a corrupção. A Suprema Corte, instância maior da Justiça (STF), juízes, promotores, sofrem críticas de advogados, parlamentares, intelectuais, imprensa, artistas e de grande parcela da sociedade nas redes sociais.

Pode se observar também uma clara “luta de classe”, onde representantes da classe trabalhadora confessam e a chamada elite econômica tenta esconder. Nas duas últimas décadas, se pôde ver o comando do Governo Federal priorizando o social em um período e fazendo ao contrário em outro. Os pronunciamentos oficiais do Congresso Nacional têm feito esse contraponto, de diferenciação do interesse de classe, com maior ênfase para parlamentares de esquerda.

Com esse texto em andamento presenciei num jornal de TV, reportagem onde o presidente da República, combatendo a denúncia do procurador da República contra ele e insinuando que o referido recebeu dinheiro da corrupção. Autoridades denunciadas, sob suspeita e com provas evidentes contra elas estão por diversas esferas dos três poderes. Sob graves denúncias com provas o chefe maior da República, insiste em não sair do cargo, como quem tem relação de “amizade” com quem pode lhe tirar do comando do Governo Federal.

Com isso tudo, a credibilidade externa do Brasil está em elevada queda. Isso dificulta às ações de enfrentamento da grave crise econômica que o capitalismo internacional impôs ao Brasil. A grande imprensa comprometida ideologicamente com a direita, mudou um pouco o tom da sua conversa, que ficava tentando incriminar a uns e a absorver a outros. Os parlamentares e os internautas defensores da direita amiudaram se, diante de casos de corrupção que os atingem.

Insistir em esconder as mazelas do sistema político falido não muda muita coisa. Achar que o Congresso Nacional tem interesse de modificar as leis criadas para facilitar o financiamento de campanha eleitoral e a aquisição dos seus cargos eletivos é engano. Querer que de repente grande parte do eleitorado deixe de negociar o voto é enganar a si próprio. Concordo com um locutor de Rádio, quando disse que: “com esforços para modificar essa cultura política viciosa, precisa de pelo menos, trinta a quarenta anos”.



Laurenço Aguiar – Sento-Sé/BA. Contribuinte Voluntário da Imprensa Regional.

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