RADIO WEB JUAZEIRO : OPINIÃO DO LEITOR

terça-feira, 20 de junho de 2017

OPINIÃO DO LEITOR


Caríssimo jornalista, sou funcionário público do Estado da Bahia, morador do Bairro Pedra do Lord. Acompanho há muito tempo a vida politica da cidade, jamais me pus a externar o que penso, mas o que estou vendo tem me causado extremo desalento e preocupação .

Juazeiro nunca foi exemplo de exuberância urbanística. Entretanto era uma cidade vistosa, alegre, romântica, agradável, que chamava a atenção pela sua simpática gente e astral elevado. Hoje Juazeiro se tornou uma senhora crua, feia, ríspida, escura, violenta, com a sua face esburacada e praguejada de muriçocas.

Assusto-me com os passos da atual gestão municipal e com o projeto personalíssimo que tomou conta da administração tal qual a União Soviética, Cuba, Bolívia, Venezuela, que implantaram sistemas privados de governar perpetuando-se no poder. Juazeiro se tornou um feudo, um grupo se reveza entre si. Um ex-prefeito que reside na prefeitura, manda e desmanda e comanda o seu sucessor, uma cidade de comércio fragilizado, segmentos sociais dominados, artistas servindo a este projeto e calando-se diante da força desta ditadura, a imprensa perseguida e o povo se contentando com o mínimo que uma administração pode ofertar do muito que recebe.

A oposição é a pior parte deste enredo. Opor-se necessariamente não significa ser oposição. Assim como cantar não faz de ninguém cantor. Mas os hoje opositores não aprenderam poder fora do poder. E é justamente isso que falta a essa oposição o que, segundo Maquiavel, faz um príncipe: a virtude e competência. São completamente incompetentes.

Então, você tem no meio disso tudo uma oposição burra, incompetente e ineficaz. Uma oposição sem líderes racionais, que na falta de quadros interessantes dá visibilidade e abertura para qualquer aventura . Tão burra que fez um ex-delegado da cidade, que estava fora há mais de quatro anos, o principal algoz de si mesma quando foi o principal causador da derrota de Joseph Bandeira. Sim, porque no seu desafortunado desespero, qualquer loucura serve.

Você tem uma oposição sem militância, formada de destroços. Tem no máximo um bando de desesperados se arrastando em babações ridículas a ACM Neto, forçando uma posição de Estadista que jamais ele terá, uma oposição de quarto de hotel que fica “lendo” Rodrigo Constantino ou Olavo de Carvalho, a quem chamam de gênios e gurus. No campo das proposições, do chão concreto das ações políticas, nada! Uma oposição formada de ex-comunistas, ex-petistas e agora pseudocarlistas. Ah, me poupe!

Por outro lado uma câmara de vereadores que se tornou o quarto de perversidades e de brincadeiras do Executivo, com TODOS os vereadores caladinhos, arrumados cada um em sua prateleira, e o povo mudo e assustado.

Uma cidade que vê sua vizinha desembestar em progresso e soltando risos de humilhação quando olha pro lado e nos enxerga lá embaixo. Petrolina é a vizinha suntuosa, promissora, inteligente, culta, e Juazeiro se tornou a parte feia da vizinhança . Dói ouvir turista dizerem frequentemente “ quanta diferença entre essas duas cidades”.

Uma cidade completamente sem perspectivas, com dados técnicos forjados, com um shopping recém inaugurado e tratado com a maior obra publica da cidade e que rasteja atrás de um estabelecimento de peso para poder sobreviver, ao ponto de tentar “empurrar” uma faculdade num centro de compras. (é pra rir).

Uma cidade em que a arte e cultura estão trancadas nas salas da prefeitura, amordaçadas e sem nenhum poder de expressão, com alguns artistas de expressão amordaçados pelo comunismo capitalista.

Uma cidade em que o principal setor da Prefeitura com maior gasto é o marketing. Algo está errado.

Uma cidade que não oferece nada mais que dez quilômetros de asfalto construídos com emendas parlamentares como “extraordinárias obras” cantadas como “um favor para o juazeirense”, enquanto a cidade afunda na mediocridade.

Uma cidade sem lazer, sem pujança, com passado nobre, sem presente e sem futuro.

Assim, se tornou Juazeiro. Uma cidade da luz apagada. Conhecida hoje por ser “a vizinha de Petrolina”.

Matheus Thiago Cândido/Funcionário público

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