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quinta-feira, 6 de julho de 2017

MATANÇA DE ELEFANTES

Hong Kong confisca sete toneladas de marfim, a maior apreensão em 30 anos

Organização de defesa dos animais estima que marfim apreendido deve ter custado a vida de pelo menos 720 elefantes.

Por G1

Marfim apreendido em Hong Kong na maior operação em três décadas (Foto: REUTERS/Bobby Yip)

Autoridades alfandegárias de Hong Kong anunciaram nesta quinta-feira (6) que confiscaram a maior quantidade de marfim na ilha em três décadas, após a descoberta de 7,2 toneladas de presas com um valor no mercado perto de US$ 9 milhões, segundo informações da agência Reuters.

A carga estava escondida em um contêiner de 12 metros sob caixas de peixe congelado que vinham da Malásia. De acordo com o grupo de preservação WildAid, o marfim deve ter custado a vida de pelo menos 720 elefantes.

De acordo com a EFE, o produto foi confiscado esta terça-feira (4) durante um controle rotineiro no porto de Hong Kong.

Os agentes alfandegários detiveram um homem e duas mulheres, funcionários de uma companhia comercial de Hong Kong que, se forem considerados culpados, poderiam pagar uma multa de US$ 5 milhões e pegar uma pena de prisão de até sete anos.
Marfim apreendido em Hong Kong (Foto: REUTERS/Bobby Yip)

As autoridades do país agora investigam qual era o destino final da mercadoria, possivelmente algum país próximo da ilha.

A WildAid, que tem como objetivo eliminar o comércio ilegal de fauna e vida silvestre, assegura que Hong Kong está entre os maiores mercados varejistas mundiais de marfim e estima que 90% de todo o marfim que chega à China passa pelo território.

Ainda segundo a organização, o fato de o comércio de marfim ser legalizado em Hong Kong abre brechas para que comerciantes ilegais atuem no local.

Segundo dados governamentais do ano passado, em Hong Kong havia cerca de 100 quilos de marfim prontos para a venda de forma legal a um preço médio aproximado de US$ 1.000 por quilo.

Países como a China, os Estados Unidos e Cingapura já baniram o comércio de marfim, mas Hong Kong só planeja adotar a iniciativa por completo em 2021. O plano está em debate no Parlmento da ex-colônia britânica, segundo a EFE.

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