RADIO WEB JUAZEIRO : EXÉRCITO ESTÁ INSATISFEITO COM OS CORTES NO ORÇAMENTO

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

EXÉRCITO ESTÁ INSATISFEITO COM OS CORTES NO ORÇAMENTO

'Fazemos nosso dever de casa, mas há limites', diz comandante do Exército sobre cortes no Orçamento

General Villas Boas ainda afirmou, pelo Twitter, que vem participando de reuniões sobre o contingenciamento de recursos. Governo bloqueou R$ 5,75 bilhões do Ministério da Defesa.

Por Alessandra Modzeleski, G1, Brasília

Conduzo seguidas reuniões sobre a gestão dos cortes orçamentários impostos ao @exercitooficial. Fazemos nosso dever de casa, mas há limites.

O comandante do Exército, general Eduardo Villas Boas, disse no Twitter que está fazendo o "dever de casa" diante dos cortes orçamentários, mas afirmou que "há limites".

Ele também escreveu que vem participando de reuniões para discutir o contingenciamento de recursos e buscar soluções.

Os cortes no Orçamento são uma estratégia do governo para tentar fechar o ano dentro da meta fiscal, um déficit de R$ 139 bilhões. Em março, foi anunciado um bloqueio de R$ 42,1 bilhões nos gastos da União, que afetou diversas áreas. Em julho, o governo fez novo corte, de R$ 5,9 bilhões.

O Ministério da Defesa, pasta responsável pelos repasses ao Exército, teve R$ 5,75 bilhões de sua dotação orçamentária para 2017 bloqueada. Com isso, o valor liberado para despesas recuou de R$ 22,28 bilhões para R$ 16,52 bilhões.

“Conduzo seguidas reuniões sobre a gestão dos cortes orçamentários impostos ao Exército. Fazemos nosso dever de casa, mas há limites”, afirmou Villas Boas.

O G1 entrou em contato com o Palácio do Planalto, que não quis se manifestar sobre a declaração do comandante. Procurados, Exército e Ministério do Planejamento ainda não haviam dado resposta até a última atualização desta reportagem.

'Desgastante, perigoso e inócuo'

No mês passado, Villas Boas havia feito uma crítica a ações do governo. Em uma comissão do Senado, ele afirmou que o uso de militares em atividades de segurança pública é "desgastante, perigoso e inócuo". O oficial defendeu na ocasião que o uso deste modelo, por meio de decretos presidenciais, seja repensado.

O comandante ressaltou que, internamente, esse recurso "causou agora recentemente alguma celeuma". "Nós não gostamos desse tipo de emprego. Não gostamos", disse o general aos senadores.

O comandante do Exército também reclamou na ocasião da atuação das Forças Armadas no Complexo da Maré, formado por 16 favelas. Os militares auxiliaram na segurança pública da região ao longo de um ano e três meses entre 2014 e 2015.

Uma semana depois de o comandante do Exército reclamar da publicação dos decretos de garantia da lei e da ordem, foi a vez de o próprio ministro da Defesa criticar essas decisões presidenciais.

Em outro audiência pública no Senado, Raul Jungmann disse que, na opinião dele, há uma “banalização” do uso das Forças Armadas para ações de segurança pública por meio de decretos de garantia da lei e da ordem. Na avaliação do titular da Defesa, o principal motivo para a banalização é a crise da segurança pública.

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