RADIO WEB JUAZEIRO : O FUTURO DOS PARLAMENTARES DE PETROLINA

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

O FUTURO DOS PARLAMENTARES DE PETROLINA

O tempo dirá: qual a consequência do voto dos pernambucanos, a opinião pública e o futuro de cada parlamentar?

por Karine Paixão


O arquivamento da denúncia contra Michel Temer, após votação na Câmara dos Deputados não define apenas a continuidade do governo do peemedebista. Configura novos cenários nos ministérios, alterações na base e até mesmo mudanças drásticas nas composições partidárias em todo o país. 

Em Pernambuco, inclusive, especula-se a possibilidade do deputado federal Bruno Araújo (PSDB), que mesmo votando a favor de Temer, pode deixar o Ministério das Cidades caso o Planalto resolva radicalizar na represália ao PSDB, que liberou seus deputados e não fechou questão pelo encerramento da acusação por corrupção passiva. Jarbas Vasconcelos (PMDB) ignorou o fechamento de questão pela derrubada da denúncia e votou contra o relatório que pedia o seu arquivamento. Quadro histórico do PMDB, o pernambucano corre o risco de ser expulso da legenda e perder o comando do partido no Estado, hoje presidido por Raul Henri. 

Fernando Filho (PSB) parece cada vez mais integrar a cota de Michel Temer, mas ao votar a favor do presidente voltou a afrontar a determinação da executiva nacional que orientou a bancada do PSB a votar contra o parecer do relator Paulo Abi-Ackel (PMDB). Apesar de dizer que não tem a intenção de deixar o partido, o ministro de minas e energia não se preocupa com uma possível expulsão, pois já deu sinais de ter pouso certo no DEM de Rodrigo Maia. 

Já Gonzaga Patriota (PSB) caiu nas graças da opinião pública. Além de manter a fidelidade a orientação socialista, Patriota durante a votação ainda assegurou que se posicionaria contra a reforma da previdência. Antigo integrante do PSB, o deputado federal fez bem o dever de casa pessebista. Outro que agarrou-se a orientação da sua bancada, foi Adalberto Cavalcanti (PTB), porém, acabou marcado negativamente junto a população que assistiu o voto do parlamentar contra o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). 

Sendo assim, a votação que começou e encerrou-se nesta quarta-feira (02) pode ecoar por meses e até ultrapassar um ano, caso os brasileiros confirmem as pesquisas que profetizam que “aqueles que votaram a favor de Temer não serão reeleitos”. Porem, na política é comum confiar-se na máxima que diz que “brasileiro tem a memória fraca”. Em tempo, vale a pena lembrar: o resultado final foi de 263 votos contrários à denúncia contra Temer e 227 a favor e a acusação por corrupção passiva será arquivado.

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