RADIO WEB JUAZEIRO : OPINIÃO DO LEITOR

terça-feira, 22 de agosto de 2017

OPINIÃO DO LEITOR

SENTO-SÉ: O SISTEMA POLÍTICO GOVERNAMENTAL NO PASSADO E NA ATUALIDADE!


Laurenço Aguiar do Nascimento – Presidente do PT.

Sento-Sé, vive uma nova “conjectura” política social, mesmo que a cultura viciosa do Sistema Político tradicional, não tenha ainda se acabado, mas, ela está perdendo força!... Como sociedade, ainda não saímos das piores avaliações sociais oficiais (...), estamos, apenas, “menos pior” do que há 10, 20, 30 anos atrás!

Venho observando como a população sento-seense veio sendo “provocada” a mergulhar no processo de reflexão. Agora então: repensar a sua conduta individual e social; a fazer autocrítica; a avaliar seus muitos e graves erros cometidos; a observar seus graves problemas sociais; a valorizar mais seus poucos e importantes acertos; repensar à sua visão sobre direitos sociais, os deveres e o interesse público; e a pensar numa melhor condição de ser lideranças e liderados.

Volto a ousar “interpretar” e criticar o nosso Sistema Político Social tradicional, desde lá detrás - passando pelos Séculos XVI, XVII, XVII, XVII, XIX, XX e na atualidade – sendo enorme adversário da saúde, do meio ambiente e da vida da maioria das pessoas. Sento-Sé viveu o Regime Primitivo, antes da chegada dos portugueses da família D`ávila chefiada por Antonio Garcia D`ávila que aqui chegou por volta do Século XVI para iniciar a criação de gado e a agricultura com destaque inicial para o plantio de cana-de-açúcar e as culturas de subsistência.

Até meado do Século XVII famílias portuguesas foram “assentadas” às marges do Ria São Francisco, em seguida receberam escravos vindos da África para trabalharem para essas famílias – nem é preciso aprofundar nos assuntos: “casa grande; senzala; capitão do mato; exploração do homem pelo homem”, etc. À exemplo do Brasil e o Estado da Bahia, viveu-se, aqui, o feudalismo, colonialismo, pois, vivíamos a formação econômica do país, logicamente sobre a ótica capitalista, inicial.

Em 1832, veio a Emancipação Política. Naquele tempo já havia líderes conservadores, envolvendo “os coronéis”, e seus representantes espalhados por comunidades. Até 1976 o município viveu mais intensamente o coronelismo – os coronéis eram prefeitos. Daí, um Decreto Nacional, ditatorial, determinando quatro município (...) como “Área de Segurança Nacional “ - “nomeando” aqui um prefeito por nove anos durante a construção do complexo hidrelétrico de Sobradinho para evitar posicionamento popular e só em 1988 voltou a ter eleição de prefeito, onde foi eleito uma ótima pessoa que fez um governo pouco diferente do passado conservador.

De 2009 a 2016 o município viveu exemplos frustrantes socialmente: denúncias sociais; afastamentos de prefeito; muitos inquéritos por desvio de dinheiro público; diversas manchetes matérias denunciantes na imprensa; processos políticos e eleitorais; caos com os serviços públicos municipais e informações de “bastidores” com desonra à representantes de importantes instituições do Município e do Estado.

A atual gestão da prefeita Ana Luiza, já no seu oitavo mês, fez melhorar todos s serviços de responsabilidade da Prefeitura – mesmo eles não estando ainda do jeito que a população precisa e merece. Olha que vivemos um momento de conjuntura nacional complicadíssima: queda brusca da arrecadação pública em todo o país; seca do lago Sobradinho que quase acabou o “royalties”, uma das maiores arrecadações; falência clara do Sistema Político Eleitoral; grave crise política, institucional, moral. A maior clareza da exigência legal na Gestão Pública, provoca medidas necessárias antipopulares, mesmo que a política não determine convergência nas suas coisas. O assédio ao governo para atender a pedidos pessoais, desorganizadamente, cresceu por quase três décadas sem que houvesse definição de provisão de recurso financeiro para atendê-los!... De modo que, eu deduzo que “isso tudo”, vem levando o comando do governo e a população a refletir seus papeis e até a se perguntar: “É importante, ou não, valorizar os serviços sociais? O dinheiro público tem ou não tem funções pré-definidas? Qual a melhor forma para atender a população, é no coletivo ou na individualidade? O processo de desenvolvimento geral tem ou não relação com as políticas públicas? O interesse público é, ou não é, mais importe do que o de qualquer pessoa”?!

Sinceramente, observo que a atual prefeita está com uma visão política mais avançada do que todos os outros prefeitos passados: defendendo os serviços sociais; ao interesse público; demonstrando incomodada com as naturezas tradicionais típicas do “Sistema Político Ideológico” tradicional!... Mostrando assim, insatisfação com a problemática do município, pulso para, de forma não tão intensa, ir “contrariando a maléfica cultura tradicional”. Mesmo, vendo que tudo isso gera uma impopularidade de momento. Mas, se sabe como poderá garantir enorme vantagem para a população no furo!

Como cidadão e militante político social de esquerda, eu, tenho certeza que o atual momento mostra, para quem sabe ver, que o processo de desenvolvimento ganha força, o jeito antigo de se ver e fazer a política, assim como a relação entre eleitores e políticos, começa a “pedir” pra melhorar e precisa transformar-se para muito mais lógica e racional!


Laurenço Aguiar do Nascimento – Presidente do PT.

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