RADIO WEB JUAZEIRO : A ESPERANÇA RENASCE NUMA LÁGRIMA

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

A ESPERANÇA RENASCE NUMA LÁGRIMA

Paciente derrama lágrimas após 15 anos em estado vegetativo

Homem ficou com danos cerebrais graves, em coma profundo, após sofrer um acidente de trânsito em 2001

Agência O Globo

Um homem em estado vegetativo derramou lágrimas depois de 15 anos sem mostrar nenhum sinal de consciência em relação ao mundo exterior. A reação aconteceu depois de o paciente, de 35 anos, receber um implante feito para estimular seu sistema nervoso.

O homem ficou com danos cerebrais graves, em coma profundo, após sofrer um acidente de trânsito em 2001. Surpreendentemente, poucas semanas depois do implante, feito para estimular o chamado nervo vago, que liga o cérebro a quase todos os órgãos vitais do corpo, o paciente apresentou sinais de consciência.

Foto: Divulgação

O tratamento, realizado em 2016, na cidade de Lyon, na França, contradiz uma máxima da medicina segundo à qual um paciente não tem esperanças de retomar a consciência depois de 12 meses em estado vegetativo. O artigo que descreve a terapia foi publicado nesta segunda-feira pelo periódico científico "Current Biology".

Graças ao implante, o homem começou a seguir objetos com os olhos, que se arregalaram de surpresa quando uma médica fez um movimento repentino, aproximando bruscamente seu rosto ao do paciente. Além disso, o homem passou a se manter acordado enquanto alguém lia uma história para ele. Ainda de acordo com os responsáveis pelo experimento, ele começou a mexer lentamente a cabeça quando solicitado.

— Ele ainda está paralisado, não pode falar, mas pode responder. Está mais consciente — explica a cientista Angela Sirigu, que liderou o experimento no Institut de Ciências Cognitivas Marc Jeannerod, em Lyon.

A cirurgia para implantar o dispositivo que estimula o nervo vago durou cerca de 20 minutos. O pequeno implante foi feito ao redor do nervo, no pescoço do paciente. Depois de um mês de estímulos, o homem começou a demonstrar sinais mínimos de consciência.

O monitoramento cerebral do indivíduo revelou mudanças notáveis, com o acréscimo de atividade elétrica entre regiões do cérebro, especialmente nas áreas ligadas a movimentos, sensações e consciência.

Agora, os cientistas querem aplicar essa técnica em pessoas com sequelas menos severas. Com isso, os responsáveis pelo implante esperam uma recuperação ainda mais rápida e significativa dos pacientes.

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