RADIO WEB JUAZEIRO : ENERGIA EÓLICA PODERÁ SER A ENERGIA DO FUTURO

terça-feira, 19 de setembro de 2017

ENERGIA EÓLICA PODERÁ SER A ENERGIA DO FUTURO

Leão: Energia eólica será maior que hidrelétrica na Bahia; Chesf ‘prejudica’ São Francisco

por Luana Ribeiro
Foto: Paulo Victor Nadal / Bahia Notícias


A produção de energia eólica e solar na Bahia já é distribuída ao sistema de energia elétrica, mas, em tempos de estiagem, ainda tem um longo caminho a percorrer para, se necessário substituir a produção hidrelétrica. “Já é matriz. Nós vamos produzir mais energia eólica do que Sobradinho, do que todo sistema do São Francisco, o sistema Chesf, e mais energia solar do que todo sistema Chesf”, afirma o vice-governador e secretário de Planejamento, João Leão. A previsão é de que a Bahia ultrapasse o Rio Grande do Norte na produção de energia eólica ainda neste ano, diz o titular da Seplan. “O sistema Chesf, inclusive, está prejudicando o São Francisco. Porque no Rio São Francisco, quando o lago está cheio, de Sobradinho, parou de chover. Mas ele continua soltando ali 1.200 metros cúbicos por segundo. Você podia diminuir um pouco aquilo para não chegar ao ponto que estamos chegando, Sobradinho ter só 6% de água. 6,4% hoje”, avalia. O vice-governador aponta que a companhia tinha que ser “mais responsável”. “Eles estão jogando 600 metros cúbicos por segundo. Soltava 1.200, agora estão soltando 600. Devia estar soltando hoje 300, para manter exclusivamente a navegabilidade do rio. Se a chuva demorar, como é que nós vamos ter água para soltar para frente?”, reclama. Questionado sobre o diálogo com o governo federal referente à questão de geração de energia no São Francisco, Leão classifica a relação como “difícil”. “Às vezes temos. Mas é cada sapato no seu pé. É difícil ter um diálogo dessa natureza, porque a Chesf é dona da verdade. Ela quer soltar porque ela precisa faturar”. Além da produção de energia, ele cita também os projetos de irrigação. “As usinas de açúcar da Bahia só produzem 10% do seu álcool, 9,3% do seu açúcar”, cita, em menção à Agrovale, em Juazeiro. A ideia é replicar um modelo de irrigação usado pela empresa que amplia o resultado de uma média de 136 toneladas por hectare para 300 toneladas por hectare. “Uma usina em SP produz 83 toneladas de cana por hectare”.

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