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quinta-feira, 9 de novembro de 2017

ELEIÇÃO DO VASCO NA JUSTIÇA

Justiça dá 48 horas para Vasco comprovar legalidade de votos de urna suspeita

Eurico terá que comprovar legalidade de votos de urna suspeita 
Foto: ANTONIO SCORZA / Agência O Globo

Bruno Marinho

A juíza Maria Cecília Pinto Gonçalves, da 52ª Vara Cível do Tribunal de Justiça do estado do Rio, determinou que o Vasco tem 48h para cumprir uma série de exigências referentes às eleição do clube, realizada na última terça-feira. Entre as ordens da Justiça, está que o clube divulgue a lista de sócios que votaram sob suspeita e o comprovante de pagamento dos mesmos.

O Vasco ficou também obrigado a retificar a ata da eleição da Assembleia Geral, constando o resultado sub judice. Isso porque, após a contagem dos votos, o clube ignorou a indefinição quanto à validade dos votos da urna separada e homologou a vitória da chapa de Eurico Miranda.

"O processo de escolha de um Presidente do Clube de Regatas Vasco da Gama é deveras atribulado e complexo, já que envolve uma eleição indireta de metade dos componentes do Conselho Deliberativo, repartindo os cargos entre os representantes das duas chapas vencedoras e não há menção de data para eleição do Presidente por tal Conselho, ainda que o mandato da atual Administração termine em breve.

Conforme delineado pela Exma. Desembargadora Marcia Ferreira Alvarenga, ademonstração de animosidade e discórdia é clara e notória entre os sócios do Club de Regatas Vasco da Gama e não há consenso em nenhum pleito, até mesmo em questões mínimas", diz parte da decisão.

Decisão da Justiça sobre a eleição do Vasco
Foto: Reproduçao

Na decisão da juíza, ela ainda destacou que a larga vantagem obtida por Eurico na urna suspeita, enquanto que foi derrotado nas outras urnas, reforma os indícios de que há irregularidades no voto dos sócios suspeitos.

"Considerando o resultado das eleições, conforme termo de apuração fotografado pelo observador e vinculado neste momento, depreende-se que o resultado da urna 07 - impugnada, a chapa azul, do candidato da atual Administração desde 2014, teria alcançado 90,10% dos votos ali contidos, enquanto nas demais, os percentuais foram de 41,66%; 35,75%; 55%; 41,43%; 45,35%, 33,26%, sendo mais um indício das alegações do autor", diz parte da decisão.

A decisão é consequência da ação de Fernando Horta, candidato à presidência do Vasco, que apontou irregularidades de 691 sócios presentes na lista de votantes do clube. Horta afirmou que esses associados não fizeram pagamento para se associar e por isso não poderiam ter participado da eleição.

"O resultado da votação e a omissão na exibição de provas da regularidade da situação dos sócios são indícios fortes, a justificar novas determinações pelo Juízo. (...)

O prazo de 48 horas é exíguo, porém se impõe, visto que o resultado do presente processo poderá ensejar repercussões para a escolha da Administração do Clube e a comprovação do artigo 58 do Estatuto é medida que já foi adotada pelo Club antes do pleito, assim, toda a documentação já deve se encontrar separada e checada.", finaliza a desembargadora.

Decisão da Justiça sobre a eleição do Vasco 
Foto: Reprodução


Decisão da Justiça sobre a eleição do Vasco Foto: Reprodução



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