RADIO WEB JUAZEIRO : POLÍCIA ENCONTRA UM BRAÇO HUMANO NO MAR

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

POLÍCIA ENCONTRA UM BRAÇO HUMANO NO MAR

Polícia da Dinamarca diz ter encontrado no mar braço que seria de jornalista

Inventor admitiu ter desmembrado corpo de Kim Wall durante viagem em submarino que construiu

Por G1
Kim Wall embarcou no submarino Nautilus, de Peter Madsen, em agosto
 (Foto: Handout/TT News Agency/AFP)


Mergulhadores dinamarqueses que faziam varredura perto de Copenhague encontraram nesta quarta-feira (29) um braço que, segundo a polícia, seria da jornalista sueca Kim Wall, que morreu em agosto a bordo de um submarino.

O inventor dinamarquês Peter Madsen, que construiu o submarino, admitiu ter desmembrado o corpo de Wall a bordo da embarcação e jogado seus restos mortais no mar, mas negou tê-la matado, bem como acusações de agressão sexual - acusações sustentadas pela promotoria da Dinamarca.

O braço esquerdo de Wall já havia sido achado no último dia 21, na mesma área da baía de Koge, perto da capital do país. A polícia afirmou que, a exemplo do outro, o segundo braço encontrado também havia sido amarrado a pesos de metal para que não viesse à superfície.

“O braço não foi examinado ainda, mas foi encontrado na mesma área e afundado da mesma maneira”, disse a polícia.

A cabeça e as pernas da vítima já haviam sido descobertas, também no mar, em outubro.

Naufrágio proposital


Kim Wall era uma jornalista freelancer que trabalhava entre Nova York e a China. Ela embarcou em 10 de agosto no submarino Nautilus, ao lado do próprio inventor Peter Madsen, para fazer uma reportagem.

Seu namorado denunciou o desaparecimento em 11 de agosto. No mesmo dia, Madsen foi resgatado pelas autoridades dinamarquesas em Öresund, entre a costa da Dinamarca e da Suécia, antes do naufrágio do submarino.

A polícia acredita que o inventor provocou o naufrágio do Nautilus de modo deliberado. A embarcação foi erguida à superfície e examinada pela perícia.

Em um primeiro momento, Madsen afirmou que a jornalista havia desembarcado na ilha de Refshaleoen, em Copenhague, na noite de 10 de agosto.

Versão alterada

Depois de ser detido, ele mudou sua versão e afirmou que Wall havia falecido em um "acidente" e que ele jogou o corpo no mar, na baía de Koge.

Segundo esta versão, ele subiu na ponte, segurando a porta da escotilha de acesso à torre em que Kim Wall estava de pé. Ao escorregar de repente, ele soltou a escotilha de 70 kg que caiu na cabeça da jovem.

De acordo com seu relato, o corpo do jornalista estava intacto quando o jogou no mar.

A acusação alega que Madsen matou Kim Wall para satisfazer uma fantasia sexual, depois desmembrou e mutilou seu corpo.

A necrópsia do torso não estabeleceu as causas da morte. Por outro lado, revelou mutilações múltiplas infligidas na genitália da vítima.

A jornalista colaborou com The Guardian e New York Times e era graduada pela Escola Superior de Jornalismo da Universidade de Columbia.

O Nautilus foi inaugurado em 2008. Com 18 metros de extensão, era naquele momento o maior submarino privado do mundo.

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