RADIO WEB JUAZEIRO : QUEM MATOU BEATRIZ MOTA?

terça-feira, 8 de maio de 2018

QUEM MATOU BEATRIZ MOTA?

Retrospectiva do caso: Assassinato da menina Beatriz completa dois anos sem solução em Petrolina, PE


Em 10/12/2017 a competente equipe de jornalismo do G1 Pernambuco fez um apanhado juntando os fatos mais relevantes relacionados ao fato que dominou a mídia da região durante muito tempo.

Hoje estamos reproduzindo e recordando os fatos

O G1 selecionou os prinicipais fatos em torno do caso durante este tempo, confira.

Por G1 Petrolina
Beatriz Angélica Mota (Foto: Arquivo pessoal)

No dia 10 de dezembro de 2015, um crime brutal chocou Petrolina, no Sertão Pernambucano. Beatriz Angélica Mota Ferreira da Silva, de 7 anos, foi assassinada com 42 facadas durante a festa de formatura de um tradicional colégio particular da cidade. Dois anos depois, o crime continua sem solução. O G1 selecionou os prinicipais fatos em torno do caso durante este tempo, confira.

Dezembro de 2015

O caso de Beatriz mobilizou a sociedade petrolinense. Desde que o crime aconteceu, familiares e amigos da menina cobram respostas e elucidação do caso das autoridades de segurança do estado de Pernambuco através de protestos.

Fevereiro de 2016
Retrato falado do suspeito de matar garota Beatriz, em Petrolina
 (Foto: Thays Estarque/G1)

Dois meses após o crime, a polícia divulgou um retrato falado do suspeito de matar Beatriz. O perfil dele foi construído com base em depoimentos de três testemunhas, sendo uma delas a própria mãe, Lúcia Mota. No mesmo período, o primeiro delegado responsável pelas investigações, Marceone Ferreira falou em entrevista coletiva que não descartava a participação de mais de uma pessoa no crime.

Março de 2016
Pais de Beatriz se surpreendem com suspeita de participação de funcionários do colégio no crime. (Foto: Juliane Peixinho / G1)

A perícia que investigava a morte de Beatriz Angélica Mota apontou que ao menos cinco pessoas estavam envolvidas no crime. Todas conheciam as dependências do colégio e de acordo com o delegado que conduzia as investigações, Marceone Ferreira, esses suspeitos mentiram ou caíram em contradição nos depoimentos. A revelação chocou os pais da menina, principalmente pelo fato dos suspeitos serem funcionários da instituição de ensino.

Maio de 2016

O promotor do Ministério Público (MP) de Petrolina, Carlan Carlo da Silva declarou que o assassinato de Beatriz pode ter motivação religiosa, para atingir o colégio católico onde o crime ocorreu. Na época ele alegou também que pode ter ocorrido falhas da Polícia Civil nas primeiras horas da investigação do crime.

Setembro de 2016

A Polícia Civil divulgou um vídeo com imagens do homem suspeito de participar da morte de Beatriz. Nas filmagens é possível ver o suspeito andando ao redor do colégio e entrando na quadra onde acontecia a festa, 20 minutos antes de Beatriz ser vista pela última vez.

Dezembro de 2016
Gleide Ângelo assuniu o caso de Beatriz. (Foto: Artur Ferraz/G1)

Um ano após o assassinato da menina Beatriz, a Polícia Civil decidiu designar a delegada Gleide Ângelo para a chefia das investigações.

Março de 2017
Polícia divulga imagens detalhadas do suspeito do assassinato da menina Beatriz

A Polícia Civil divulgou imagens detalhadas do suspeito do assassinato da menina Beatriz Angélica Mota Ferreira da Silva. Na ocasião, a delegada Gleide Ângelo se disse convicta de que o indivíduo que aparece nas gravações é o autor do crime.

Junho de 2017

A subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Juazeiro-BA, cidade vizinha à Petrolina, criou uma comissão especial para acompanhar as investigações sobre a morte de Beatriz. O órgão divulgou uma carta aberta em que cobra da polícia a prisão do autor do crime. A carta foi assinada pela comissão instituída para acompanhar o caso.

Novembro de 2017

Delegada Polyanna Neri assume as investigações do caso. 
(Foto: Taisa Alencar / G1)

Familiares e amigos de Beatriz estiveram em Recife a procura de uma resposta do governo do estado. Segundo a mãe da criança, Lúcia Mota, eles esperavam, há três meses, um posicionamento sobre o pedido de acesso ao inquérito da Polícia Civil, que investiga o caso. A família foi recebida no Palácio do Campo das Princesas por uma comissão formada pelo secretário de Defesa Social, Antônio de Pádua, o chefe da Polícia Civil, Joselito do Amaral, o secretário executivo da Casa Civil, Marcelo Canuto, e a delegada Gleide Angelo.

No mesmo dia, a Polícia Civil de Pernambuco solicitou o apoio da Polícia Federal para prender o criminoso que assassinou a facadas a menina Beatriz. A parceria ocorre através de um Termo de Cooperação, conforme informado pelo chefe da Polícia Civil, Joselito do Amaral.

Há pouco mais de dez dias, a secretaria de Defesa Social anunciou que a delegada Polyanna Néry assume o caso do assassinato de Beatriz.

Dezembro de 2017

Com a mudança no comando das investigações, os pais da menina se dizem com as esperanças renovadas para elucidação do caso.

 
Assassinato brutal da menina Beatriz Angélica completa dois anos

A Polícia Civil de Pernambuco informou através de nota, que "além da troca do delegado responsável pelas investigações do caso da menina Beatriz, foram designados cinco novos agentes de polícia, escolhidos pela delegada Pollyanna Neri, titular do inquérito. A nova equipe de investigação está trabalhando exclusivamente no caso, com o apoio dos núcleos de inteligência local e do Recife. A Polícia acredita que a experiência em resolução de casos de homicídios acumulada pela nova equipe trará novos rumos a investigação. E garante o compromisso da corporação em identificar e prender todos os envolvidos no assassinato de Beatriz"

Entenda o caso
Beatriz Angélica Mota (Foto: Arquivo pessoal / Família)

Beatriz Angélica foi assassinada com 42 facadas dentro de um dos mais tradicionais colégios particulares de Petrolina. O crime ocorreu dentro da quadra onde acontecia a solenidade de formatura das turmas do terceiro ano da escola. A irmã da menina era uma das formandas.

A última imagem que a polícia tem de Beatriz foi registrada às 21h59 do dia 10 de dezembro de 2015, quando ela se afasta da mãe e vai até o bebedouro do colégio, localizado na parte inferior da quadra. Minutos depois, o corpo da criança foi encontrado atrás de um armário, dentro de uma sala de material esportivo que estava desativada após um incêndio provocado por ex-alunos do colégio.

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