RADIO WEB JUAZEIRO : MÉDICO SE DEFENDE DE DENÚNCIA

terça-feira, 12 de junho de 2018

MÉDICO SE DEFENDE DE DENÚNCIA

Médico é acusado de cobrar para realizar cirurgias em pacientes do SUS

Da Redação

Segundo o MP-BA, o médico trabalhava como ortopedista na Casa de Saúde Santana, em Feira de Santana

Um médico identificado como Samuel Artur Cardoso de Souza foi denunciado pelo Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA), nesta segunda-feira 11, por cobrar de duas pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) o pagamento de valores pela realização de procedimentos cirúrgicos na cidade de Feira de Santana (a 115 km de Salvador).

Segundo o promotor de Justiça Tiago Quadros, o médico trabalhava como ortopedista conveniado do SUS na Casa de Saúde Santana (CSS). Ele vai responder pelo crime de concussão, quando um funcionário público exige vantagem indevida em razão da função que possui ou possuía. A prática está prevista no artigo 316 do Código Penal.

A cobrança ilegal teria acontecido nos dias 23 de agosto de 2010 e 2 de setembro de 2013. Os valores teriam sido exigidos para realização de duas cirurgias no braço direito, uma por R$ 300 e outra por R$ 400, e de um tratamento cirúrgico nos punhos, R$ 420, somando um total de R$ 1.120.

O médico chegou a afirmar para uma das pacientes que a prestação do serviço pelo SUS demoraria a ponto de causar "paralisia nos movimentos do braço direito”. À outra paciente, o ortopedista teria escrito em “um papel o valor a ser pago e o nome da pessoa que deveria recebê-lo” e respondido a ela, quando questionado sobre se o procedimento não seria coberto pelo SUS, que “cobria mas não pagava”.

Outro lado

Em contato com a reportagem de A TARDE, o Samuel Artur rebateu as acusações. "Primeiro, o promotor me acusa de concussão, que é o crime praticado por funcionário público, em que este exige para si ou para outrem vantagem indevida (recebimento de dinheiro de forma ilegal no caso), mas eu trabalho na Casa de Saúde Santana, que é um hospital particular. Tenho documentos que comprovam meu descredenciamento há mais de 10 anos do SUS. Não sou funcionário público". 

Segundo o médico, a denúncia diz que o crime havia sido cometido no período de 2010 a 2013, porém, seu descredenciamento do SUS aconteceu em 2011. "Em 2010, eu realizava atendimento pelo SUS e consultas particulares também. Trabalhava em dois locais diferentes. O médico tem liberdade de atender pelos dois sintemas, tanto público como particular. Os prédios em que eu trabalhava ficavam em ruas diferentes. Eu fazia questão de sair dos prédios justamente para não acontecer trocas de pacientes pelos sistemas. Não fui ouvido e nada chegou a mim. É estranho isso, não tenho ideia do que essa denúncia de 2010 se trata".

O médico se diz alvo de vingança e garante que a denúncia feita pelo paciente não tem fundamento. "Alguém inconformado por não poder pagar uma cirurgia fez a denúncia. Isso é algum tipo de maldade ou vingança. Eu não tenho inimigos, então, não sei do que se trata. Isso é uma mentira absurda. Meu nome tá na lama, minha carreira pode ir por água abaixo com uma denúncia sem cabimento dessa. Tenho uma família com quatro filhos, não tem por que eu arriscar tudo para receber um dinheiro por fora. Terei agora que responder ao Ministério Público do Estado da Bahia".

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