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quinta-feira, 5 de julho de 2018

PRIMEIRA-MINISTRA BRITÂNICA P

Theresa May, primeira-ministra britânica: "Essas atividades são um erro e não estamos dispostos a permitir que continuem"


O governo britânico anunciou um plano de ação para lidar com a discriminação contra lésbicas, gays, bissexuais e transexuais (LGBT) no país. A medida inclui uma legislação para proibir os tratamentos de reorientação sexual, popularmente conhecidos como “cura gay”. O plano foi desenvolvido pelo gabinete da primeira-ministra britânica, Theresa May.

Para elaborar o projeto, que conta com mais de 75 medidas, o governo entrevistou mais de 108 mil pessoas da comunidade LGBT. O levantamento revelou que 5% dos entrevistados receberam propostas de tratamentos de conversão sexual e 2% admitiram ter recorrido a eles. A grande maioria recebeu a oferta de entidades religiosas, 19% de profissionais de saúde e 16% dos pais ou parentes.

A pesquisa descobriu, ainda, que mais de 65% dos entrevistados já evitaram andar de mãos dadas com seus parceiros por temor de uma reação adversa e 40% tiveram incidentes como assédio verbal ou violência física nos últimos 12 meses.

A implantação da lei que vai proibir as terapias virá acompanhada da criação do “Fundo de Implementação LGBT”, que investirá em ações contra a LGBTfobia e da nomeação de um conselheiro nacional de saúde para a comunidade. May afirmou que seu país pode se orgulhar por ser líder mundial na defesa dos direitos dos LGBT e defendeu que ninguém deveria ter de esconder quem é e quem ama.

Desde 1992, a Organização Mundial da Saúde (OMS) não considera a homossexualidade uma patologia. A psicóloga e educadora, Laura Muller, que ficou conhecida por participar do Programa Altas Horas, comentou sobre a polêmica lei que permitia tratar homossexualidade como doença.

“A prova de que sexo ainda é um assunto tabu na sociedade é acreditarem que homossexualidade é doença e definitivamente não é. Isso mostra uma extrema falta de informação sobre o assunto”, alega ao A TARDE.

Brasil

Em 2017, uma decisão de um juiz federal da 14ª Vara do Distrito Federal abriu brecha para que psicólogos ofereçam a cura gay no Brasil, mas o tratamento foi proibido pelo Conselho Federal de Psicologia (CFP) há 18 anos. O assunto ainda gera muita polêmica, principalmente no que diz direito aos transexuais.

"As chamadas terapias de reorientação sexual produzem violências das mais variadas ordens. O que nós precisamos enfrentar é a LGBTfobia, que faz que muitas pessoas sofram com a sua condição de homossexual. Não a homossexualidade, em si", defende Pedro Paulo Bicalho, diretor do CFP e professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), em entrevista ao HuffPost Brasil.

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