RADIO WEB JUAZEIRO : MAIS UMA MORTE NO HOSPITAL DA MULHER
quinta-feira, 22 de março de 2018

MAIS UMA MORTE NO HOSPITAL DA MULHER

“Fatalidade ou negligência?” Avó questiona equipe médica do Hospital da Mulher, em Juazeiro, pela morte do neto

Na manhã de hoje (22) a redação do PNB recebeu a informação de que um recém nascido morreu durante a madrugada no Hospital da Mulher de Juazeiro.

Adriana Santos, avó do bebê, informou que sua filha deu entrada na maternidade no último sábado (17), apresentando perda de liquido amniótico. Segundo ela, a gestante ficou em observação do sábado para o domingo, sendo liberada depois das 10 horas da manhã, sob alegação de que ela ainda não estava em trabalho de parto.

” No sábado foi feito o toque e disseram que ela estava em trabalho de parto. No dia seguinte liberaram dizendo que não estava. Ouvimos o coração do bebê, no qual indicava que estava tudo normal. Mais não foi feito nenhum exame de ultrassom. Mandaram minha filha ir para casa e disseram que ela só retornasse quando aumentasse a perda de líquido ou sentisse dor. Isso ocorreu do dia 17 para o dia 18 de março”, explicou Adriana.

Ainda de acordo com a avó da criança, ontem (21), a gestante começou a sentir contrações e voltou a maternidade. Após o atendimento, não ouviram mais o coração da criança e atestaram o óbito.

” O médico foi muito desumano com minha filha. Disse que não ouvia os batimentos cardíacos e que o filho dela estava morto, mesmo antes de fazer uma ultra-som. Ele até sugeriu que fôssemos fazer uma ultra-som na rede particular, fora da maternidade, pois na mesma estava sem energia por causa do apagão. Perguntamos se não poderia ser feita uma cesariana de emergência, para tentar salvar a vida da criança e ele disse que não, que ela teria que expulsá- lo naturalmente”, contou a avó.

Somente depois de mais de uma hora o exame foi realizado constatando o óbito da criança, de acordo com o relato de Adriana.

” Teve que induzir para aumentar as contrações. Para expulsar o feto, sendo que quando ela chegou ao hospital estava com 4 a 5 dedos de dilatação. Meu neto morreu enforcado com o cordão umbilical”, denunciou Adriana.

Bastante abalada, a avó e familiares do bebê, questionam a conduta da equipe médica do hospital.

” O que era pra ser um dia feliz, se tornou um pesadelo. Mais uma mãe da entrada na maternidade de Juazeiro, para trazer uma vida ao mundo e sai com o corpo em um caixão. Fatalidade ou negligência? A verdade é que nada trará a vida do meu neto de volta”, lamentou.

Encaminhamos a denúncia para a assessoria do Hospital da Mulher e aguardamos esclarecimentos sobre o caso.

Preto no Branco

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