RADIO WEB JUAZEIRO : REVIRAVOLTA NA LIGA DAS ESCOLAS DE SAMBA DO RIO DE JANEIRO
quinta-feira, 1 de março de 2018

REVIRAVOLTA NA LIGA DAS ESCOLAS DE SAMBA DO RIO DE JANEIRO

Grande Rio e Império Serrano continuam na elite do carnaval carioca em 2019


Estadão
Fábio Grellet

© Marcos Arcoverde/Estadão 
O ator Stepan Nercessian fantasiado de Abelardo Barbosa, o Chacrinha, no desfile da escola de samba Grande Rio, a quinta agremiação a entrar no Sambódromo da Marquês de Sapucaí, no primeiro dia de desfiles do Grupo Especial do Rio


Embora rebaixados pelos jurados dos desfiles das escolas de samba do Rio de Janeiro neste ano, Império Serrano e Acadêmicos do Grande Rio vão continuar disputando o Grupo Especial em 2019. A mudança de regras foi decidida na noite desta quarta-feira, 28, quando os presidentes das escolas que integram a Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa) se reuniram para debater o cancelamento do rebaixamento.

No desfile de 2019, portanto, 14 escolas vão se exibir na elite do carnaval carioca: as 13 que desfilaram neste ano e a Unidos do Viradouro, que venceu a segunda divisão e ganhou o direito de disputar o Grupo Especial. Duas escolas devem ser rebaixadas e a campeã da segunda divisão será alçada à elite. Assim, 13 escolas devem desfilar em 2020, quando novamente duas serão rebaixadas e a campeã da segunda divisão vai disputar o Grupo Especial. Se não houver nova mudança de regras, em 2021 a elite voltará a ser composta por 12 escolas.

Participaram da votação representantes de 12 das 14 escolas - Grande Rio e Império Serrano não votaram porque eram diretamente interessadas no resultado. Dez agremiações optaram pela mudança da regra, enquanto os representantes de Mangueira e Portela foram contrários.

Ainda não há decisão sobre a ordem dos desfiles em 2019, mas já é certo que as últimas escolas vão se apresentar à luz do dia, tanto pelo aumento do número de agremiações como porque os desfiles serão em 3 e 4 de março, quando eventual horário de verão já não estará em vigor.

Precedente. A principal alegação usada para cancelar o rebaixamento foi de que a Grande Rio, penúltima colocada, foi prejudicada por um problema no último carro alegórico. Mais largo do que era preciso para que ele pudesse seguir pela avenida Presidente Vargas, o carro entalou nas sarjetas da via e só foi retirado com a ajuda de dois caminhões. A operação destruiu parte do carro alegórico, que não pôde desfilar. O problema atrasou o desfile da Grande Rio, que excedeu o tempo máximo de 75 minutos permitido para o desfile e perdeu pontos em vários quesitos.

No entendimento de presidentes das escolas, esse problema técnico seria uma casualidade que impediu a evolução regular do desfile da Grande Rio. Na prática, a decisão foi tomada em função do poder que a Grande Rio, cujo presidente de honra é Jayder Soares, exerce perante as demais escolas.

Em 2017, o regulamento já havia sido alterado após o carnaval, depois que Unidos da Tijuca e Paraíso do Tuiuti tiveram acidentes com carros alegóricos no início de suas exibições. O rebaixamento foi cancelado e por isso, neste ano, 13 escolas desfilaram - as 12 que haviam se apresentado em 2017 mais o Império Serrano, campeão da segunda divisão naquele ano.

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