RADIO WEB JUAZEIRO : CARTA ABERTA A JUAZEIRO 03
quarta-feira, 13 de junho de 2018

CARTA ABERTA A JUAZEIRO 03

“Quem nunca caiu não tem bem a noção do esforço que é preciso para se manter de pé.” 
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Desta vez, nesta terceira Carta Aberta, vamos falar de Juazeiro, Petrolina e, também, do Legislativo Municipal: 

I – Em um dos meus contatos, no Face book, li: “Petrolina tem povo pobre que acha que é rico... No entanto, Petrolina é uma cidade onde seus moradores (a grande maioria) estão atolados em dívidas, e mesmo assim, a ostentação é a marca da cidade”. Compartilhei, dizendo que muita gente de Juazeiro, pensa contrário à afirmação feita por quem a inseriu no post. Como já conheço um pouco as duas cidades – já que sempre morei em Juazeiro e trabalhei anos em Petrolina (B.N.B) – e querendo analisar com mais profundidade o assunto, procurei um amigo, filho de empresário de Juazeiro, residente em Petrolina. Com sua ajuda cheguei à seguinte conclusão: entre 75 a 80% dos filhos de Juazeiro que moram em Petrolina estão à procura de STATUS. Outros por necessidades diversas... é verdade! Conversando com outro filho de Juazeiro, ele disse-me: “Até meu celular é de Petrolina. Lá dá mais STATUS”.
 
Já no Banco do Nordeste, como investigador de cadastro (hoje função extinta), sentia que os comerciantes de Juazeiro eram mais recatados, com um patrimônio bem mais confiável. Já naquele tempo, se desconfiava de alguns “grandes” empresários de Petrolina. Dormiam pobres, amanheciam ricos e em um passo de mágica faliam. Tenho pessoas ligadas à família, incluindo compadres, comadres, sobrinhos, afilhados, ex-vizinhos, ricos e lascados, pobres e empobrecidos, morando lá. Alguns, confessadamente, dizem: “Petrolina é outra cidade, o povo é menos pobre. Lá temos um Fernando Coelho... Deixa pra lá...!” 

II – Que saudades temos da Câmara, quando funcionava só como Legislativo. 
Que saudades temos dos grandes tribunos em embates, debates, discussões acaloradas, principalmente sobre projetos, fiscalização, matérias do poder público. Respirava-se efetivamente, democracia no Município. 

Que saudades temos de tantos vereadores combativos. Antes e depois destes novos tempos em que eles passaram a ser empregados. Eram, de fato, representantes das comunidades. Sem salário! 

Que saudades das vozes vibrantes da 1ª turma: Amadeus Damásio / Ivan Amorim / Orlando Pontes / Manoel Raimundo / Jorge Duarte / Seu Mano / Herbert Mouze (o último moicano, sem salário e depois com salário, entre outros. 

Que saudades da 2ª turma: Chaves/Moanilton/Paganini /Ademar /Paulo César/Marçal/ Zoró/Dirley/ Helena Araújo/Edson Duarte/Theógenes, entre tantos. 

Sem querer, ouvi a imprensa, propaganda de alguns vereadores. Fiquei confuso. São Legislativos ou Executivos? – “o vereador... consegue colocar energia na localidade tal; o vereador fulano está radiante por ter calçado as ruas...; o vereador beltrano, convida... Valha-nos Deus! Que confusão...!!! Vereadores fazendo propaganda como Executivo?!... 

Aprendemos, um pouco, do que seria a tarefa do vereador: elaborar as leis municipais e fiscalizar a atuação do Executivo; propor, discutir e aprovar leis a serem aplicadas no município, entre elas: o Orçamento Anual. Discutir e votar matérias que envolvam impostos municipais. Ouvi o povo e na tribuna discutir tais anseios e sim pressionar o Executivo a responder por eles. 

Há quem diga que não se faz mais vereador atuante como antigamente: independente, conhecedor dos seus deveres, votando com sua consciência. Existem apenas pequenas exceções, claro...! Ainda há quem afirme que grande parte dos vereadores são como fogo em vela. Indou8 somente para aonde o vento do Executivo sopra. 


MÁRIO GOMES – Até mais vê. Em: 12/06/2018. Belo texto mas faço algumas ressalvas à "segunda turma de vereadores" onde já surgiam alguns serviçais do executivo ( ou seria da ambição ? ) e não representantes do povo.

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