RADIO WEB JUAZEIRO : PESQUISAS ELEITORAIS SÃO CONFIÁVEIS?
segunda-feira, 4 de junho de 2018

PESQUISAS ELEITORAIS SÃO CONFIÁVEIS?

Dá para acreditar em pesquisas eleitorais? Sim, mas com ressalvas

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Levi Vasconcelos

D. Dayse Reis, leitora estimada da Pituba, faz uma pergunta instigante: você acredita em pesquisas eleitorais?

Pode ser, mas com ressalvas. As que têm sido feitas na Bahia são alvos de muitos questionamentos, quase sempre pertinentes, mas não só pelo que dita o jogo político, o da desonestidade.

A pesquisa tem que ser boa em três questões básicas, a idoneidade do instituto, a formatação dos questionários e a execução, com os pesquisadores e a abrangência.

À venda – No ponto primeiro, tem gente que suja o mercado vendendo pesquisas para produzir um resultado ao modo do pagante. Isso existe, com a ressalva de que a maioria é idônea.

Então, admitamos que estamos lidando só com gente séria. Eles têm outro problema, o pesquisador, que muitas vezes frauda os questionários, finge que pesquisou. Hoje, se colocam pesquisadores com GPS para o instituto saber onde ele está. Aí entra outro probleminha: e quem supervisiona o GPS?

Por último, um território como o baiano, do tamanho da França, mas bem mais pobre, custa caro pesquisar a rigor. Os institutos costumam pesquisar até 80 municípios. Mas somos 417. E o resto, onde fica?

Mas se alguém botar dinheiro para pesquisar a Bahia de cabo a rabo com o rigor das regras, o acerto é quase certo. Com a ressalva final, D. Dayse: nunca esqueça que em qualquer cenário pesquisa é pesquisa e urna é urna.

Duas falhas na do Paraná

E por falar em pesquisas, só para citar um erro de formatação recente, a do Instituto Paraná divulgada semana passada trouxe duas falhas de origem, na gênese: não incluiu a senadora Lídice da Mata (PSB) na disputa pelo Senado, nem João Santana (MDB) na do governo.

Lídice esperneou e até insinuou de que o ‘boicote seria interesse do pagante, e João Santana não gostou.

Em tais casos, só quem perde é o instituto.

Os candidatos a município

Presidente da Comissão de Divisão Territorial da Assembleia, o deputado Zó (PCdoB) diz que quando a lei que flexibiliza a criação de novos municípios vigorar, a Bahia, que tem hoje 20 povoados pré-candidatos, pode ter muito mais:

– A tendência é aumentar. Só na minha área tem quatro – dois em Juazeiro, Salitre e Maniçoba; Santana do Sobrado, em Casa Nova; e Peixe, em Campo Alegre de Lourdes. Agiremos dentro da lei.

Leão embarca para a China

João Leão, na condição de vice-governador, e Bruno Dauster, secretário (Casa Civil), embarcam hoje para a Ásia, onde vão passar 15 dias entre a Índia e a China.

Na Índia vão se encontrar com os indianos da Olam, que compraram a Joanes Industrial, em Ilhéus, e querem investir em biocombustíveis no oeste.

E na China farão palestra num seminário de construção civil, além de tocar os projetos já em pauta.

Colbert diz que vai tudo bem. Fora o efeito greve

Perto de completar 60 dias no comando da prefeitura de Feira de Santana, a segunda maior da Bahia, Colbert Martins (MDB) diz já ter se assenhorado da máquina que tem em mãos e dá o diagnóstico: herdou do antecessor, Zé Ronaldo, o candidato do DEM ao governo, um orçamento enxuto, bem equilibrado, sem queixas portanto.

Mas para não dizer que tudo está às mil maravilhas, veio a greve dos caminhoneiros, que vai dar um baque nas finanças municipais com a queda de receita e a dúvida sobre investimentos:

– Eu consegui algumas coisas em Brasília. Esta semana vou lá ver se depois da greve está tudo mantido, se cortaram ou o se resta alguma coisa. Vamos ver no que vai dar.

POLÍTICA COM VATAPÁ

Lembrança total

Essa quem conta é Sebastião Nery.

José Bonifácio Dantas, o Chapéu de Couro, primeiro prefeito de Itamaraju, que acabou destituído do cargo pela ditadura militar (tema de um belo trabalho da professora e historiadora Esmeralda Lacerda, da Uneb), resolveu se candidatar a deputado estadual. Fez campanha na praça principal, onde todas as noites ia discursar só com amigos em cima de um banco de jardim:

– Não precisa vir às ruas para ouvir. Podem ficar nas janelas mesmo. E os adversários que têm vergonha de dar as caras podem fechar as portas e ficar espiando pelos buracos das fechaduras.

Lá um dia chegou ele:

– Olha que notícia boa! O tribunal lá da Bahia (Salvador) liberou o meu número de candidato. É 1332. É fácil, fácil de gravar: 1332. Não dá para esquecer: é 13 de loteria esportiva e 32 do meu revólver.

Puxou o revólver da cintura e deu um tiro para cima. Esvaziou a praça e perdeu a eleição.

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