RADIO WEB JUAZEIRO : AGRESSOR DA NAMORADA CONTINUA LIVRE, LEVE E SOLTO
quinta-feira, 26 de julho de 2018

AGRESSOR DA NAMORADA CONTINUA LIVRE, LEVE E SOLTO

Após agressões, ex-namorada de Renato Fechine desabafa: “minha vida parou, mas a dele continua”

Alex Sandra afirma ter perdido o emprego, não saí mais nas ruas e perdeu contato com amigos

Foto: reprodução
 VN


Sete meses depois do caso de agressão envolvendo o humorista Renato Fechine, 50 anos, e a ex-namorada, Alex Sandra Celina do Nascimento, 43 anos, a vítima desabafa e diz que as marcas psicológicas ainda a perseguem. Desde que foi agredida pelo artista, Alex afirma ter perdido o emprego, não saí mais nas ruas e perdeu contato com amigos.

Em entrevista para o Correio da Bahia, Sandra contou que na última quarta-feira (25) entrou com uma ação judicial para solicitar a reparação dos danos provenientes das agressões que sofreu em janeiro de 2018. Entre as consequências, Alex listou desde dados psicológicos até financeiros.

“São sete meses sem vida. Eu tenho a sensação de que a minha vida parou, mas a dele continua. Estou em pânico. Agora, só vivo em casa, trancada. Quando eu saio, fico chorando. Quando toca o interfone, não consigo atender. Tenho dores de cabeças diárias. O neuro já me afirmou que eu tive um trauma pós-agressão, por causa da pancada que levei”, diz.

No texto da ação, Alex Sandra ainda apresenta a dificuldade em manter suas despesas na condição de desempregada. “A autora enfrenta dificuldades para honrar suas despesas cotidianas, sobretudo, as despesas extraordinárias surgidas a partir do incidente sofrido, de modo que não lhe sobra numerário suficiente para arcar com a manutenção desse processo”, diz a ação.

Neste contexto de dados psicológicos e físicos, o advogado responsável pelo caso da vítima, Danilo Silva Luis Quintella, afirma que o processo judicial tem a finalidade de fazer com que Fechine seja responsabilizado financeiramente pelo tratamento que a ex-namorada necessita.

“Ela sofreu danos físicos e psicológicos. A gente pede que os gastos que ela já teve, e os que ela vai ter sejam custeados pelo Renato Fechine. Além disso, a gente pede prestação de alimentos, que é permitido pela Lei Maria da Penha”, explica Quintella.

Alex Sandra conta que após agressão sua rotina mudou completamente. Mensalmente, ela frequenta o médico neurologista e o Centro de Atenção Psicossocial (Caps). “Eu só faço ir no médico, na delegacia e na farmácia. Eu não tenho plano de saúde, então, estou tirando dinheiro de onde não posso para pagar algumas consultas e remédios”, afirma.

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