RADIO WEB JUAZEIRO : MP VAI AGIR PARA A JUSTIÇA DAR RESPOSTA RÁPIDA A CANDIDATOS INELEGÍVEIS

sábado, 28 de julho de 2018

MP VAI AGIR PARA A JUSTIÇA DAR RESPOSTA RÁPIDA A CANDIDATOS INELEGÍVEIS

Procuradora-geral da República disse ainda que candidatos impedidos devem devolver recursos que eventualmente tenham usado em suas campanhas

Por Da Redação/VEJA


Procuradora-Geral da República, Raquel Dodge durante evento da CGU para apresentar balanço de ações e resultados alcançados em 2017, realizado no Auditório do Banco Central do Brasil, em Brasília (DF) - 07/12/2017 (Adriano Machado/Reuters)

A Procuradoria-Geral da República (PGR) vai orientar todos os membros do Ministério Público (MP) que atuam na área eleitoral a entrarem na Justiça contra candidatos condenados por órgãos colegiados do Judiciário. O objetivo é garantir que pessoas inelegíveis no pleito de outubro tenham uma resposta rápida da Justiça, disse a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, nesta sexta-feira 27.

Dodge disse que o MP também buscará que candidatos considerados inelegíveis devolvam recursos públicos que tenham eventualmente usado em suas campanhas. Ela não citou especificamente o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas, quando indagada sobre ele, disse que a orientação é dar tratamento uniforme a todos os casos, independentemente do cargo disputado.

“Os recursos públicos só podem ser usados por candidatos elegíveis. Os inelegíveis que usarem recursos públicos nas campanhas terão que devolver”, afirmou a procuradora-geral.

O petista lidera as pesquisas de intenção de voto para a Presidência da República, mas foi condenado pela 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), um órgão colegiado, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, o que o tornaria inelegível pela Lei da Ficha Limpa.

O PT tem afirmado que insistirá com Lula e que vai registrar seu nome no dia 15 de agosto, limite do prazo legal para registro de candidaturas na eleição deste ano.

Ação do MBL negada por Rosa Weber

No último dia 18, a ministra Rosa Weber, responsável pelo plantão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) durante o recesso do Judiciário, decidiu negar um pedido do Movimento Brasil Livre (MBL) para que o ex-presidente Lula fosse declarado inelegível. A ação, uma “arguição de inelegibilidade” movida pelos coordenadores do MBL Kim Kataguiri e Rubens Alberto Gatti Nunes, foi barrada por Rosa sem resolução do mérito, porque, para a ministra, o pedido era incabível.



Matéria sugerida por Dr. Flávio Luiz a quem agradecemos

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Obrigado por seu comentário.