RADIO WEB JUAZEIRO : MANIFESTANTES INICIAM GREVE DE FOME CONTRA A PRISÃO DE LULA
quarta-feira, 1 de agosto de 2018

MANIFESTANTES INICIAM GREVE DE FOME CONTRA A PRISÃO DE LULA

Última refeição dos grevistas nesta terça-feira, 31, foi o almoço
Juliana Dias | A TARDE BSB


Como anunciado, representantes de movimentos sociais começaram na tarde desta terça, 31, uma greve de fome contra a prisão do ex-presidente Lula. Eles foram ao Supremo Tribunal Federal para protocolar um documento oficializando as motivações dos seis grevistas, cuja última refeição foi o almoço.

Na carta, são enumerados dez motivos, entre eles, a volta da fome, os altos índices de violência, as mudanças na área de educação, todos com prejuízos sobretudo para a população mais pobre. O documento ainda questiona a prisão do ex-presidente, sustentando que não haveria provas para sua condenação e, portanto, os movimentos pedem sua soltura, para que o petista possa concorrer ao Palácio do Planalto neste ano.

Depois de protocolarem a carta, os manifestantes leram o texto e foram tirados pelos seguranças do Supremo, que chegaram a derrubar das escadas uma das grevistas, Zonália Santos, do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).

"Quando terminamos de ler, eles já começaram a empurrar e nós caímos escada abaixo" contou e mostrou o pulso roxo, segundo ela, machucado na confusão.

Também do MST, participam da greve Vilmar Pacífico e Jaime Amorim. Além deles, Frei Sérgio e Rafaela Santos, do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA); e Luiz Gonzaga (Gegê), da Central dos Movimentos Populares (CMP). O Conselho Indigenista Missionário (CIMI) e o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) apoiam a greve.

Um grupo de artistas cantou músicas que ficaram célebres durante o período da ditadura militar no Brasil, como Cálice (de Chico Buarque e Gilberto Gil) e Pra não dizer que não falei das flores (de Geraldo Vandré). Também encenou atos contra preconceitos raciais e homofóbicos na Praça dos Três Poderes, onde ficaram concentrados manifestantes e apoiadores sob o olhar da segurança do STF, acompanhada do corpo de bombeiros do Distrito Federal.

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