RADIO WEB JUAZEIRO : MÉDICA É AGREDIDA POR PM POR NÃO PASSAR DADOS SIGILOSOS DE PACIENTE

segunda-feira, 6 de agosto de 2018

MÉDICA É AGREDIDA POR PM POR NÃO PASSAR DADOS SIGILOSOS DE PACIENTE

Após a negativa da profissional de saúde, o policial retornou a unidade hospitalar com outros três colegas de farda

Foto: Divulgação / Condepe
VN

A médica Edwiges Dias da Rosa, de 61 anos, sofreu agressões de um policial militar em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, por não fornecer o laudo médico de uma paciente, na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Baeta Neves.

Após a negativa da profissional de saúde, o policial retornou a unidade hospitalar com outros três colegas de farda, conforme boletim policial.

“Ele prendeu meu braço por 20 minutos, me empurrou e me machucou. Disse que eu estava presa por não cumprir ordens”, relata. “Até que chegou um tenente e veio conversar comigo. A equipe toda ficou muito assustada.” Segundo o boletim de ocorrência, um PM segurou o braço esquerdo da médica e a segurou contra a parede.Conselho Regional de Medicina

O Conselho Regional de Medicina de São Paulo afirmou por nota que a médica Edwiges foi agredida por autoridades policiais e ficou com escoriações no braço e picos de pressão alta por não fornecer a eles o prontuário de uma paciente que ela havia atendido na UPA 24h em que trabalha.

De acordo com o órgão, a proibição da divulgação das informações do paciente permanece nos seguintes casos: “mesmo que o fato for de conhecimento público ou o paciente tenha falecido; quando de seu depoimento como testemunha. Nessa hipótese, o médico comparecerá perante a autoridade e declarará seu impedimento; na investigação de suspeita de crime, o médico estará impedido de revelar segredo que possa expor o paciente a processo penal.”

Outro lado

A Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo informo também por nota que no último domingo (29), por volta das 23h, policiais da 4ª Cia do 6º BPM/M compareceram à UPA Baeta Neves apresentando uma mulher, vítima de lesão corporal, para a realização de exames cautelares.

“Durante o atendimento, houve um desentendimento com uma funcionária do local que não quis se identificar, mesmo depois de receber ordem legal dos policiais. Um boletim de ocorrência de desobediência foi registrado no 1º DP de São Bernardo do Campo e encaminhado ao 6º DP, que solicitou exame de corpo de delito à médica para apurar possíveis lesões sofridas por ela. A PM também apura os fatos e a conduta dos policiais envolvidos na ocorrência”, informou o órgão.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Obrigado por seu comentário.