RADIO WEB JUAZEIRO : MINISTRAS CANTAM "NÃO DEIXE O SAMBA MORRER"
terça-feira, 21 de agosto de 2018

MINISTRAS CANTAM "NÃO DEIXE O SAMBA MORRER"

'Não deixe o samba morrer': ministra Cármen Lúcia e Raquel Dodge cantam com Alcione
Foto: Reprodução/ Instagram

Um vídeo postado pela cantora Alcione em suas redes sociais está fazendo sucesso na comunidade jurídica. Isso porque, nas imagens, aparecem a ministra Cármen Lúcia, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), a procuradora geral da República, Raquel Dodge, e a advogada geral da União, Grace Mendonça, cantando e dançando a música “Não deixe o samba morrer”. No Instagram, Marrom afirmou que não tem como “medir o prazer de estar na companhia dessas mulheres incríveis”.

As chefes dos principais Poderes jurídicos brasileiro estavam reunidas no Seminário “Elas por Elas”, realizado nesta segunda-feira (20) pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). No evento, foi debatido o baixo índice de representação feminina nos órgãos estatais e a falta de respeito aos direitos das mulheres. “Se somos maioria da população, é estranho que não sejamos respeitadas naquilo que há de mais central no Direito, que é o respeito à dignidade humana, o direito de sermos iguais na nossa dignidade e diferentes na nossa dignidade. Respeitadas na nossa essência humana”, afirmou a ministra Cármen Lúcia.

A presidente do CNJ destacou que “ainda hoje as mulheres são enforcadas, caladas porque mostraram a voz, porque não conheceram o seu devido lugar”. A ministra Rosa Weber, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), falou sobre o a “verdadeira sub-representação” feminina na política brasileira. Falou, por exemplo, de candidaturas fantasma de mais de 14 mil mulheres que não tiveram um voto sequer. Também pontuou que as mulheres representam 52% do eleitorado brasileiro, mas que o número de homens eleitos são 36 vezes maior o que de mulheres. Já a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, afirmou que a “reivindicação das mulheres não é apenas por igualdade de tratamento e oportunidades, mas também pelo desejo de sermos reconhecidas como iguais em direitos e liberdades”.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Obrigado por seu comentário.