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sexta-feira, 3 de agosto de 2018

NÃO É BOATO

É #FATO que vale manter aspirina à mão em caso de infarto

Texto compartilhado no WhatsApp lista providências a serem tomadas. Sociedade Brasileira de Cardiologia diz que mensagem tem credibilidade.

Por Roney Domingos, G1

Uma mensagem que circula pelo Whatsapp faz um alerta para que as pessoas mantenham aspirina na cabeceira da cama no caso da iminência de um ataque cardíaco. Ela é verdadeira.

A aspirina só não é recomendada caso haja uma contraindicação médica (como em caso de alergia ou hipersensibilidade, por exemplo). Mas o alerta, de forma geral, é válido.


(Foto: G1)


A mensagem aponta como sintomas de ataques cardíacos dor no braço esquerdo, dor intensa no queixo, náuseas e suores abundantes. Segundo a mensagem, diante da dor no peito, é importante dissolver imediatamente duas aspirinas na boca e engolir com um pouco d'água. Em seguida, ligar para os serviços de emergência.

A mensagem merece credibilidade, segundo o médico Celso Amodeo, diretor da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC).

O texto recomenda ainda que a pessoa sente em uma cadeira ou em um sofá e force uma tosse para fazer o coração "pegar no tranco".
Mensagem sobre providências contra infarto circulam no Whatsapp 
(Foto: Reprodução)

Segundo Amodeo, a aspirina funciona como um antiagregante plaquetário e ajuda a evitar o agravamento de um possível infarto, provocado pelo entupimento das artérias.

A aspirina só não é recomendada no caso de uma contraindicação médica (como em caso de alergia ou hipersensibilidade).

Amodeo afima ainda que o ato de tossir pode, de fato, estimular o coração, revertendo o agravamento de uma arritmia. Ele ressalta, no entanto, que não é qualquer dor no peito que demanda esse tipo de recurso nem que esse expediente seja a principal medida a ser tomada nesses casos.

O médico citado na mensagem, o cardiologista Enio Buffolo, também confirma as orientações dadas.

Ao G1 ele diz que não escreveu o texto, mas afirma que as recomendações foram dadas em algum momento em que atendia um paciente e que alguém se encarregou de preparar uma mensagem de alerta. Segundo o médico, o compartilhamento sem fim fez com que ele recebesse telefonemas até da Califórnia (EUA) questionando sobre a veracidade do texto.

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