RADIO WEB JUAZEIRO : BOATOS QUE MACHUCAM UMA FAMÍLIA JÁ CASTIGADA PELO DESTINO
quinta-feira, 25 de outubro de 2018

BOATOS QUE MACHUCAM UMA FAMÍLIA JÁ CASTIGADA PELO DESTINO

Família diz sofrer com boatos sobre assassinato de menina de 13 anos em Petrolina

por Gabriela Canário 


Além da dor da perda e a saudade, a família da adolescente Estefany Eduarda Nere de oliveira, de 13 anos, assassinada no último dia 12 de outubro, em Petrolina, sofre ainda com o julgamento da população e com a espera por respostas. Com a investigação em sigilo, o que resta à mãe da menina, Cícera Nere da Silva, é se apegar à fé.

“A Justiça só pede para eu aguardar, eu sei que eles estão tentando, eu estou confiando neles e em Deus. Quero que a Justiça não demore tanto. Minha filha está enterrada enquanto o culpado está por ai. Não deixaram nem eu fazer o enterro de minha filha, tive que fazer às pressas”, desabafou a mãe. Sobre os boatos que estão circulando sobre a morte da adolescente, ela pede que a população respeito o momento de dor da família. "Quem não tiver o que falar [de construtivo], abaixe a cabeça, mas não faça isso com a gente não. Ninguém chega a nos ajudar, é a verdade que eu quero", pediu. 


Vestida em uma blusa com o rosto da filha estampado, ela relata que tem evitado sair de casa para não escutar o julgamento da população. “Uma pessoa parou a minha filha de cinco anos para perguntar se já haviam achado o assassino. Imagina: perguntar isso à uma criança de cinco anos! Tem gente por ai que não tem noção do que fala. Outro me disse que minha filha já tinha 'corpão' e usava roupa curta. E ela não podia usar? E eles têm o direito de estuprar a minha filha?”, questionou a mãe. O laudo do Instituto de Medicina Legal (IML) ainda não foi divulgado para apontar a causa da morte.

Estefany saiu da casa da mãe no parque São Gonçalo afirmando que iria para a casa da bisavó que fica num bairro próximo, mas a adolescente não chegou ao local. “Aquele tchau dela era o último”, recordou Cícera. O corpo da adolescente foi encontrado em um terreno no bairro Jardim Imperial, após três dias, em estado avançado de decomposição. "É uma dor muito grande quando lembro que vi minha filha naquela situação”, lamentou.

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