RADIO WEB JUAZEIRO : MATOU ADOLESCENTE E VAI RESPONDER PELO CRIME EM LIBERDADE.
sexta-feira, 5 de outubro de 2018

MATOU ADOLESCENTE E VAI RESPONDER PELO CRIME EM LIBERDADE.

Merendeira que matou jovem por dívida de R$ 15 é condenada a 4 anos de prisão

Andrezza Moura

Em 2016, Aline Alves Santos de Souza atingiu com golpe de faca garota de 15 anos que tentava defender a mãe


A merendeira Aline Alves Santos de Sousa, de 25 anos, foi condenada, em júri popular, a quatro anos de reclusão pela morte da adolescente Ingrid Lima dos Santos, 15, em 20 de fevereiro de 2016, no bairro Jardim Cajazeiras, em Salvador. A juíza de direito Gelzi Maria Almeida Souza leu a sentença condenando a mulher, após oito horas de julgamento, no Fórum Ruy Barbosa, em Nazaré.

Ela foi condenada pelo crime de homicídio privilegiado [quando o crime é impelido por motivo de relevante valor social ou moral, ou sob o domínio de violenta emoção] e responderá em liberdade, pois, segundo a Justiça, é ré primária, tem moradia fixa e possui boa conduta. Desde 9 de junho de 2016, ela cumpre pena em liberdade.

A mãe de Ingrid, Cristina Batista Barbosa, ficou a maior parte do julgamento do lado de fora da sala do júri. Ela foi a primeira a depor, mas passou mal e precisou ser amparada por familiares. Após a sessão, parentes e amigos da garota deixaram o local revoltados sem falar com a reportagem.

Amigos e familiares de Aline também estiveram presente no julgamento e saíram satisfeitos com a decisão da Justiça.

Anulação do júri

“O Ministério Público (MP-BA) vai recorrer e pedir a anulação do júri. Ela matou e vai pegar quatro anos, qualquer roubo de celular, pega mais que isso”, desabafou Cássio Marcelo de Melo, advogado do MP e de acusação. Ele defendeu uma pena de 12 anos de reclusão.

Já Marcelo Duarte, advogado de defesa, afirmou que sua cliente agiu após ser esfaqueada em uma das pernas pela mãe de Ingrid. Segundo ele, após ser ferida, Aline tomou a faca das mãos de Cristina e, ao tentar golpeá-la, feriu Ingrid acidentalmente, quando a menina tentou proteger a mãe.

“Não estamos trabalhando com legítima defesa, mas não procede que ela premeditou, que agiu por motivo torpe, por causa de 15 reais. Pedimos seis anos de condenação”, afirmou Duarte.

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