RADIO WEB JUAZEIRO : A OPINIÃO DE MANOEL CAVALCANTI
quinta-feira, 29 de novembro de 2018

A OPINIÃO DE MANOEL CAVALCANTI

Primeiros sinais de racha do grupo comandado por Isaac Carvalho em Juazeiro


O clima na base do governo dentro na Câmara de Juazeiro não anda nada bom depois das últimas eleições. Está mais do que claro a falta de sintonia entre os vereadores do próprio grupo, sendo que alguns já se comportam como de oposição fazendo duras criticas. Já outros – ainda que fazendo parte do mesmo partido – criticam e depois elogiam, quer dizer, mordem e depois assopram.


Alguns chegaram a dizer ‘estamos apenas chamando a atenção do governo para o que está acontecendo, mas apresentando uma solução para o problema’. Mas para quem está de fora observando os acontecimentos, já tem uma definição que as coisas começaram a desandar, não está existindo afinamento e controle da situação, na feição de alguns é observada a notória insatisfação quando estão na tribuna. Por outro lado, o que se observa também, é que o líder deste grupo, o ex-prefeito Isaac Carvalho está apenas preocupado em resolver seu problema com a justiça eleitoral para ser diplomado deputado federal. Enquanto isso, os problemas se agravam dentro do próprio grupo. Muitos vereadores estão sendo cobrados para que as coisas aconteçam em seus bairros ou comunidades já que nestes dois anos de administração Paulo Bomfim nada foi feito, ou pouca coisa coisa foi realizada, e estes mesmos vereadores estão perdendo o controle preocupados com a reeleição. O desgaste administrativo está estampado em áreas como de saúde, educação, infraestrutura e atenção as famílias que residem na zona rural.

O desgaste administrativo se espalha por todos os lugares do município, o principal exemplo é quando o prefeito Paulo Bomfim está concedendo entrevistas em emissoras de rádios, ou em coletivas com a participação de blogs ou portais, repetindo a mesma ladainha de sempre – que aprendeu com seu pupilo Isaac Carvalho -, dizendo o que fez, o que está fazendo e o que pretende fazer. Do outro lado, milhares de pessoas cansaram de ouvir o mesmo disco, elas estão ojerizando tal comportamento por não suportarem dez anos do mesmo governo. Ainda assim, muitos dos profissionais da imprensa digital não tem saco ou estímulo em destacar tais informações.

Se passaram dois anos do atual governo municipal, se começa a partir de janeiro outra fase na política nacional, sendo esta, totalmente contrária aos princípios locais. A oposição já tem dez nomes cogitados para disputar as eleições de prefeito em 2020, mas desses, apenas um ou dois terão cacife perante o eleitorado. Os velhos e conhecidos da população de Juazeiro mostraram na última eleição que não tem votos, não tem a minima condição de disputar o próximo pleito, estão desgastados e não inspiram confiança da sociedade, inclusive de trabalhadores e empresários.

Os comunistas com seus companheiros do PT, e de outros partidos, já mostram fragilidade, preocupações diante do cenário. Juazeiro corre o risco de não ter um representante na Câmara dos Deputados, o que é ruim para a região. A situação do Governo do Estado não é boa, os prefeitos começam a ficar impacientes. Importantes projetos, a exemplo da Travessia Urbana, o TCU já sinalizou investigações nas obras que foram iniciadas e ao mesmo tempo travadas durante o governo da então presidente Dilma Rousseff. Até o trecho de pavimentação – que não foi realizado – na BR 235 entre os municípios de Remanso e São Raimundo Nonato, no Piauí, será investigado.

Para complicar mais ainda, a prefeitura deve à prestadores de serviços, e outros, e caso não honre com os compromissos até o dia 20 de dezembro, o prefeito e seu grupo podem pegar o chapéu. Neste caso, muitos não suportaram os prejuízos e humilhações e se afastaram do grupo político, alguns vivem confinados em suas casas com as famílias passando necessidade. Outros, vendo que o mar não está para peixe, já preparam as malas, inclusive formadores de opinião. A repulsa ao grupo político do prefeito terminou contrariando e afastando sindicalistas, lideranças comunitárias, presidentes de associações, moradores de comunidades da zona rural, parte da juventude e entidades organizadas.

A enxurrada de dinheiro que entrou nos cofres nos meses de outubro e novembro devido ao aumento no percentual do FPM – sem incluir o montante que está chegando em 10 de dezembro – deixou os credores agoniados porque não terem regularizado suas situações. O sinal amarelo está aceso, os problemas estão se acumulando, as pessoas perderam o estimulo e com isso todos já sabem o que vai acontecer nas próximas eleições.

Por Manoel Cavalcanti

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