RADIO WEB JUAZEIRO : ATENÇÃO MINISTÉRIO PÚBLICO. O POVO DE JUAZEIRO PRECISA DE SUA ATENÇÃO
quarta-feira, 7 de novembro de 2018

ATENÇÃO MINISTÉRIO PÚBLICO. O POVO DE JUAZEIRO PRECISA DE SUA ATENÇÃO

Vereador denuncia desfalque de profissionais e falência do SAMU em Juazeiro; ele chama atenção do Ministério Público para o grave problema


Da Redação do AP

O vereador Allan Jones (PTC) ocupou a tribuna da Casa Aprígio Duarte nesta terça-feira (06) para informar ao público e a imprensa sobre uma indicação que foi protocolada na Casa, requerendo melhorias de trabalho no SAMU de Juazeiro, pois segundo o próprio edil, tem como finalidade resgatar a dignidade dos profissionais e a qualidade dos serviços prestados em prol dos pacientes do município que fazem uso de seus serviços de urgência e emergência.


“Alguns colegas médicos me passaram documentos em que houve uma retração muito fiel da situação do SAMU. Este documento está sendo endereçado ao Ministério Público do Estado da Bahia, Conselho Regional de Medicina da Bahia, Sindicato dos Médicos da Bahia, Central de Regulação de Leitos, Secretaria Municipal de Saúde de Juazeiro (BA) e o Poder Legislativo Municipal desta cidade”, destacou Allan. De acordo o texto, a situação do SAMU é extremamente grave a exemplo do desfalque de médicos e enfermeiros, redução de ambulâncias, dentre outras coisas.


Confira o teor do documento: 

Fazemos saber que o SAMU (Serviço de Atendimento Médico de Urgência) – Juazeiro divulgou escala médica do mês de novembro e foi observado desfalque importante de médicos, em que o plantão funciona com apenas 3 médicos em diversas oportunidades (quando o legal seriam 4 profissionais), conforme escala anexa. Observamos desfalques também na escala dos enfermeiros que legalmente seriam 2 e em alguns dias tem ficado apenas 1.

Esta situação desassiste a população do município de outras cidades, visto que o SAMU é regionalizado e é responsável também por transferências de alta complexidade de outros municípios (Casa Nova, Curaçá, Sento Sé, Uauá, Sobradinho, etc.) para o complexo Juazeiro/Petrolina. A realidade de 3 médicos por plantão está descrita de forma clara na escala publicada pela coordenação do serviço. Não é raro verificarmos ainda desfalque no quadro de condutores das ambulâncias, ficando apenas 1 condutor para as 2 ambulâncias avançadas, com isso impedindo que as duas operem simultaneamente. Acrescentamos que no período da manhã contamos com apenas 1 TARM – Telefonistas ou Técnico Auxiliar de Regulação Médica (quando legalmente seriam 3), o que retarda a resposta às demandas. Os desfalques se dão por férias, pedidos de exoneração, demissões, licenças e outros motivos, sem a devida substituição.

Somado ao exposto, explicitamos que o funcionamento do serviço está muito aquém do que é previsto e custeado com os recursos públicos. O efetivo total de ambulâncias seriam 7 (2 Unidades Avançadas e 5 Ambulâncias Básicas) e repetidamente os plantões funcionam com apenas 2 ou 3 ambulâncias básicas nos cenários mais favoráveis, conforme registros nos livros médicos e de enfermagem. Essa situação tem se alastrado há anos, inclusive com denúncias prévias.

Do ponto de vista estrutural, a base está numa situação indigna, não temos gravador de ligações (ferramenta essencial para proteção do médico-regulador e da população que solicita os serviços), a manutenção preventiva das ambulâncias não é realizada, sem falar da péssima qualidade do sistema de rádio dos veículos. Não há fornecimento de EPI (macacões, botas) para todos os funcionários, os equipamentos de suporte avançado de vida sucateados e, por vezes inapropriados para situações específicas, como transporte de recém-nascidos.

Diante da situação levantada, registramos os fatos para que os órgãos responsáveis tomem as providências de forma breve, para que o SAMU siga prestando serviços de forma adequada aos usuários. O SAMU é um serviço essencial, realizando o atendimento pré-hospitalar de urgências e emergências, e precisa de respostas tão rápidas quanto os casos de emergência que atende.

Pedimos socorro! E para esta situação, não podemos recorrer ao 192.

Juazeiro (BA), 06 de novembro de 2018

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