RADIO WEB JUAZEIRO : VIGILÂNCIA VACILA E PRESO FOGE DO HOSPITAL
quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

VIGILÂNCIA VACILA E PRESO FOGE DO HOSPITAL

Preso internado em hospital na Zona Norte do Rio foge pela janela com corda feita com lençóis

Preso conseguiu fugir pela janela da hospital
 Foto: Marcos de Paula
Carolina Heringer

Um homem que havia sido preso pela Polícia Militar no dia 18 do último mês e estava sob custódia de PMs no Hospital municipal Salgado Filho, no Méier, fugiu da unidade de saúde na madrugada desta terça-feira. Nilson Cordeiro Filho, de 20 anos, conseguiu escapar pela janela usando uma corda formada por lençóis. A fuga ocorreu por volta das 2h, mas só foi notada cerca de uma hora depois.

Segundo fontes ouvidas pelo EXTRA, Nilson estava na Unidade Pós-cirúrgica (UPC) do Hospital Salgado Filho, sem algemas. Os dois policiais militares da UPP Fazendinha, responsáveis por sua custódia, estavam do lado de fora da sala, no corredor. Dentro da UPC, havia apenas um policial militar do 9º BPM (Rocha Miranda), responsável pela custódia de outro preso.

Nilson conseguiu escapar mesmo com diversas fraturas em um dos braços. Ele havia feito uma cirurgia no hospital para colocar pinos no membro. Do lado de fora da unidade de saúde, havia comparsas em quatro motos que deram cobertura para sua fuga.

A fuga de Nilson só foi notada por volta das 3h, no fim do plantão dos dois PMs responsáveis por sua custódia. Os dois militares foram presos pela Corregedoria da Polícia Militar. Já Nilson havia sido preso no dia 18 do mês passado, após ter trocado tiros com policiais militares da UPP Fazendinha.

Em junho de 2016, o traficante Nicolas Labre Pereira de Jesus, o Fat Family, foi resgatado por comparsas no Hospital municipal Souza Aguiar, no Centro do Rio. Ele estava sob a custódia de policiais militares. No ataque, um paciente que chegava à unidade morreu e duas pessoas foram feridas.

Na época, o então secretário de Segurança do Rio, José Mariano Beltrame, prometeu que haveria mudanças na prática de manter presos custodiados pela Polícia Militar nas unidades públicas de saúde, o que nunca ocorreu. Um hospital de campanha chegou a ser instalado no Complexo de Gericinó, mas a unidade funcionou apenas por um mês.

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