RADIO WEB JUAZEIRO : Hospital devolve rim de paciente em garrafa plástica após atrasar biópsia por 4 meses
terça-feira, 23 de julho de 2019

Hospital devolve rim de paciente em garrafa plástica após atrasar biópsia por 4 meses

Foto: Reprodução Google Street View
A TARDE

Um hospital de uma cidade do interior do Rio de Janeiro devolveu na última quarta-feira (17), o rim de um paciente em uma garrafa plástica, após quatro meses de espera pelo resultado de uma biópsia. O recipiente, segundo reportagem do Estadão, ainda tinha um rótulo de "polpa de maracujá". O hospital em que aconteceu o episódio é o Hospital Municipal Raul Sertã, em Nova Friburgo.

O órgão pertence ao marido da costureira Maristher Fukuoka, de 56 anos. Ela teve a confirmação de que o exame de Sebastião Mory, de 62 anos, ainda não tinha sido realizado e recebeu de volta o órgão que havia sido removido de Mory após discutir com funcionários da unidade de saúde.

Ao Estadão, a costureira relatou que o marido estava sofrendo com dores nos rins desde o início deste ano. Ele chegou a ser hospitalizado no mês de março deste ano e teve o órgão retirado no dia 20. Os médicos informaram ao casal que o rim de Sebastião tinha um tumor, e defenderam a necessidade de realização de uma biópsia. O exame esclareceria se o caso era maligno ou benigno.

Maristher contou ainda que retornou ao hospital diversas vezes em busca do resultado do exame, mas a resposta era sempre de que a biópsia ainda não havia sido feita. Enquanto isso, Maristher lembra que o marido continuava sentindo dores no rim e estava sendo medicado apenas com analgésicos.

Conforme a reportagem, Maristher entrou novamente em contato com a unidade de saúde no último dia 14 e via telefone foi informada que nenhum exame estava sendo feito devido a falta de profissionais. O funcionário ainda informou que o rim não tinha sido levado ao laboratório, apesar de os registros do hospital apontarem que ele tinha sido levado ao Rio de Janeiro em 23 de março.

A mulher então voltou ao hospital na última quarta, chegou a falar alto e sentar no chão para chamar atenção e cobrar uma atitude. Foi então que uma funcionária do hospital entregou a Maristher a garrafa plástica com o rim de seu marido e disse o nome de três laboratórios privados que ela poderia procurar por si mesma.

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