RADIO WEB JUAZEIRO : Em júri, motorista de Porsche é condenado por morte de advogada
quarta-feira, 27 de novembro de 2019

Em júri, motorista de Porsche é condenado por morte de advogada

Empresário foi condenado a 6 anos de reclusão em regime semiaberto por ter atingido o carro da advogada de 28 anos em alta velocidade em 2011 em SP

Elizabeth Matravolgyi, da Agência Record

Empresário dirigia Porsche a 116 km/h quando atingiu carro da advogada  -  Reprodução Record TV

O 5º Tribunal do Júri da Capital condenou o empresário Marcelo Malvio Alves de Lima a seis anos de reclusão, em regime inicial semiaberto, sob a acusação de homicídio. Os jurados reconheceram que o réu, agindo com dolo eventual, causou a morte da advogada Carolina Menezes Cintra Santos, de 28 anos, ao provocar o acidente de trânsito no Itaim Bibi, área nobre de São Paulo.

O júri ocorreu no Fórum Criminal da Barra Funda, na zona oeste da capital, e durou 2 dias. Doze testemunhas foram ouvidas. Na sentença, a juíza Giovanna Christina Collares destacou que "a alta velocidade e a embriaguez do acusado foram utilizadas pelo Conselho de Sentença para o reconhecimento do crime em sua modalidade dolosa".

Ao fixar a pena, a juíza ressaltou também o fato de Carolina estar sob efeito de bebida alcoólica no momento da colisão: "deve-se considerar o comportamento da vítima, que estava embriagada, consoante laudo pericial, e avançou o sinal vermelho, conforme depoimentos testemunhais".

O acidente foi no dia 9 de julho de 2011 no cruzamento das ruas Tabapuã e Bandeira Paulista. Marcelo, de 44 anos, dirigia um Porsche quando colidiu com um Hyundai Tucson. Carolina Menezes morreu na hora. Ele foi encaminhado a um hospital da região com ferimentos leves.

Segundo uma testemunha que estava logo atrás do carro de Carolina, o semáforo estava fechado, mas ela avançou lentamente pelo cruzamento quando foi atingida pelo Porsche. O veículo foi arremessado a mais de 25 metros de distância.

O laudo da perícia do Instituto de Criminalística da Polícia Técnico Científica de São Paulo apontou que o Porsche estava a 116 km/h antes da batida. Os dois carros ficaram destruídos e só pararam em um poste.

Marcelo respondeu ao processo em liberdade por homicídio doloso, quando o motorista assume o risco de matar. Na ocasião, ele pagou fiança de R$ 300 mil para deixar a cadeia.

Ainda cabe recurso da decisão judicial.

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