RADIO WEB JUAZEIRO : Polícia prende quatro integrantes de Brigada suspeitos de incêndio criminoso na APA Alter do Chão
terça-feira, 26 de novembro de 2019

Polícia prende quatro integrantes de Brigada suspeitos de incêndio criminoso na APA Alter do Chão

Operação 'Fogo do Sairé' da Delegacia de Conflitos Agrários é resultado de dois meses de investigações.

Por Sílvia Vieira, G1 Santarém — PA
Incêndio APA Alter do Chão — Foto: Divulgação/Semma

A Polícia Civil de Santarém, oeste do Pará, deflagrou na manhã desta terça-feira (26) a operação denominada "Fogo do Sairé", para cumprimento de mandados de busca e apreensão e também de prisão. Ao menos quatro integrantes da Brigada de Alter do Chão foram presos por suspeita de incêndio criminoso na Área de Proteção Ambiental (APA) Alter do Chão.

Segundo informações da Polícia, foram presos preventivamente:

Daniel Gutierrez Govino
João Victor Pereira Romano
Gustavo de Almeida Fernandes
Marcelo Aron Cwerver

O G1 entrou em contato com a assessoria e, até a última atualização desta reportagem, não obteve resposta.

A operação comandada pela Delegacia Especializada em Conflitos Agrários de Santarém (DECA) e o Núcleo de Apoio à Investigação (NAI) com o apoio da Diretoria de Polícia do Interior (DPI), também cumpre sete mandados de busca e apreensão em diversos endereços.

Foram dois meses de investigação com a coleta de indícios que apontaram para o possível envolvimento de ONG’s, em especial Brigada de Incêndio de Alter do Chão, como causadoras dos incêndios ocorridos com maior intensidade nos dias 14 e 15 de setembro na APA.

O incêndio
Céu ficou vermelho em Alter do Chão — Foto: Reprodução/Redes Sociais

As chamas que atingiram a APA Alter do Chão iniciou no dia 14 de setembro e afetaram grande área da mata nativa. Nas primeiras horas do dia 15, os brigadistas suspeitos do crime iniciaram o combate ao fogo, que naquele momento tinha três grandes focos.

Outros órgãos de combate a incêndio foram acionados, como Corpo de Bombeiros e Exército Brasileiro, com a convocação de militares que estavam de folga.

O local onde as chamas foram avistadas era de difícil acesso. Na área não há sinal de telefone celular, o que também prejudicou a comunicação e trabalho das equipes. A estratégia para chegar à localidade foi por via fluvial e terrestre, por estrada alternativa.

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