RADIO WEB JUAZEIRO : Tecnologia é aliada na luta contra o Aedes aegypti
segunda-feira, 4 de novembro de 2019

Tecnologia é aliada na luta contra o Aedes aegypti

De drones a aplicativos, o Brasil usa diferentes estratégias para exterminar o mosquito. Veja as iniciativas do Ministério da Saúde e de alguns estados 

Drone é usado no combate ao mosquito transmissor da dengue-Pixabay

Na guerra contra o Aedes aegypti vale tudo, principalmente lançar mão da tecnologia. Em 2018, a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) deu start ao uso de drones para transportar mosquitos estéreis e liberá-los no meio ambiente para conter a proliferação do Aedes aegypti. No Estado de São Paulo, o equipamento é usado atualmente em várias cidades com alta incidência de dengue, zika e chikungunya para chegar até locais de difícil acesso e identificar por meio de filmagem possíveis focos, além de usar dispersores de inseticidas no combate direto.

Desde 2011, o Ministério da Saúde em parceria com a Fundação Bill & Melinda Gates e National Institutes of Health já investiu R$ 31,5 milhões no método Wolbachia – bactéria transferida da mosca-da-fruta para os ovos do Aedes aegypti por um procedimento chamado microinjeção. Ao penetrar no interior da célula, a Wolbachia estabelece uma presença estável em vários tecidos do mosquito.

Os ovos do Aedes aegypti com Wolbachia foram trazidos ao Brasil da Austrália, com autorização do IBAMA. A partir deles, eclodiram pupas que se tornaram mosquitos adultos utilizados para o estabelecimento de uma colônia brasileira de Aedes aegypti com Wolbachia, em condições de laboratório na Fiocruz.

As primeiras liberações dos mosquitos Aedes aegypti com a bactéria Wolbachia no Brasil ocorreram em 2015 nos bairros de Jurujuba em Niterói e Tubiacanga na Ilha do Governador ambos no estado do Rio de Janeiro. Esse método é considerado pelo Ministério da Saúde como algo inovador, autossustentável e complementar às demais ações de prevenção ao mosquito.

Aplicativos contra o mosquito

Algumas instituições estaduais desenvolveram aplicativos para alertar sobre o Aedes aegypti, como a Empresa de Processamento de Dados do Amazonas (Prodam), que criou o game Pega Mosquito, pelo qual o jogador cumpre tarefas para combater os criadouros do mosquito.

O Governo do Estado da Bahia desenvolveu por meio da Companhia de Processamento de Dados do Estado da Bahia (Prodeb) o aplicativo Caça Mosquito, que visa mapear por meio de geolocalização, a partir do GPS do celular, as zonas com focos do Aedes aegypti. Sem precisar revelar a identidade, os usuários podem enviar fotos dos locais com possíveis criadouros do mosquito, para que as informações coletadas sejam transmitidas para os órgãos competentes.

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