RADIO WEB JUAZEIRO : O que se sabe até agora sobre o novo vírus descoberto na China
sexta-feira, 17 de janeiro de 2020

O que se sabe até agora sobre o novo vírus descoberto na China

Variante do coronavírus provocou mais de 50 casos de pneumonia em pessoas que vivem ou estiveram na cidade de Wuhan; 1 morte foi registrada

Fernando Mellis, do R7

Novo coronavírus provoca problemas respiratórios-Reuters

A descoberta na China de um novo vírus que causa problemas respiratórios em humanos tem deixado autoridades de saúde do mundo todo em atenção.

Desde o fim de dezembro, mais de 50 moradores ou pessoas que estiveram na cidade de Wuhan, na região central do país, tiveram pneumonia provocada pelo novo vírus. Um idoso que já tinha problemas de saúde prévios morreu após ser infectado.

A OMS (Organização Mundial da Saúde) alertou para o risco de o vírus se espalhar. O surto acontece a poucos dias do Ano-Novo chinês (25 de janeiro), época em que milhões de chineses viajam pela Ásia.

Vírus conhecido, variante nova

Outras duas variantes do coronavírus provocaram surtos recentes
Divulgação/Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas dos EUA

O agente que infectou ao menos 59 pessoas em Wuhan é uma variante do coronavírus e foi nomeado de nCoV-2019.

Os coronavírus são uma família conhecida por provocar problemas respiratórios de intensidade leve. No entanto, mutações recentes desse vírus foram responsáveis por surtos de SARS (síndrome respiratória aguda grave), surgida na China em 2002, e de MERS (síndrome respiratória do Oriente Médio), em 2012.

A SARS acometeu 8.098 pessoas em 37 países e provocou cerca de 800 mortes (9,6% de taxa de mortalidade) em todo o mundo.

Já a MERS teve em torno de 2.200 infectados, com 790 mortes (36% de mortalidade). Não houve registros de casos recentes dessas duas doenças.

"Esse vírus de agora, apesar de ser extremamente inicial, parece ser de menor gravidade. Temos um óbito até agora. Mas também não dá para falar que é um vírus leve", afirma a infectologista Rosana Richtmann, do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, em São Paulo.

Rosana explica que os sintomas da infecção pelo nCoV-2019 se assemelham aos de uma gripe, "só que um pouco mais forte".

"Tem tosse, coriza, mal-estar, febre. E aí, nos raio-x dos pulmões acaba detectando uma pneumonia."

Ela ressalta que foram poucos os casos em Wuhan que precisaram ir para a UTI. A principal preocupação envolve pessoas com problemas respiratórios, como asma e doença pulmonar obstrutiva crônica.

"Nesses casos, se pegar um vírus desses, a tendência é de ter um quadro mais grave."

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