RADIO WEB JUAZEIRO : Coronavírus: não há motivo para população entrar em pânico
quarta-feira, 11 de março de 2020

Coronavírus: não há motivo para população entrar em pânico

Letalidade do novo vírus é baixa em comparação a outras epidemias, como a de gripe A (H1N1); Brasil se adiantou na prevenção, diz especialista


Do R7

Coronavírus: a informação é a melhor arma contra o pânico
EFE/EPA/MATTEO CORNER

O coronavírus é, sem dúvida, o assunto do momento. Em rodas de conversas, grupos de Whatsapp e no noticiário. Em muito lugares, a preocupação é tamanha que as máscaras para o rosto são disputadas a tapa nas farmácias. Mas a questão é: não há motivo para pânico.

A insegurança e comoção tem tomado conta das pessoas. Na Austrália, o medo do coronavírus acabou em briga em um vagão de trem após uma mulher tossir. No Brasil, o preço da máscara subiu 569% de acordo com aa Anahap (Associação Nacional de Hospitais Privados). Para especialistas, a melhor maneira de combater esse medo que toma a população mundial com o avanço da epidemia está na informação.

Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), o novo coronavírus matou 3,4% dos infectados. Essa letalidade da doença é considerada baixa em comparação a outras epidemias recentes, como a de gripe A (H1N1) e do ebola, por exemplo.

O ebola, que apareceu pela primeira vez em 1976, causou uma grave epidemia entre 2014 e 2016 nos países africanos de Guiné, Serra Leoa e Libéria, matando 11.308 pessoas no período. De acordo com dados da OMS, a taxa média de mortalidade causada pela doença é de 50%, tendo variado de 25% a 90% em surtos passados. Desde que foi descoberto, o vírus causou a morte de 12.913 pessoas no mundo todo.

O surto mundial de Sars (Síndrome Respiratória Aguda Grave) entre 2002 e 2003 atingiu 8.098 pessoas na Ásia, Europa e nas Américas, sendo registradas 774 mortes. Um relatório da OMS divulgado em 2003, quando o surto foi considerado encerrado, citou uma taxa de mortalidade de 15%, que podia variar em cada região do mundo. Em números absolutos, o novo coronavírus já causou mais mortes que a Sars, mas sua taxa de mortalidade é menor: 3,4%, de acordo com a OMS.

A gripe A, causada pelo H1N1, causou uma pandemia em 2009, quando foi identificada. No fim do surto, em 2010, a OMS estimou em 18.500 o número de mortes causadas pela doença. Entretanto, em estudo posterior, o CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA) estimou que entre 151.700 e 575.400 pessoas morreram de H1N1 em todo o mundo.

O Brasil teve em 2019 teve 1.109 mortes por gripe, segundo o último relatório do Ministério da Saúde. O subtipo de vírus da gripe que mais matou foi o H1N1, com 787 óbitos.

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