RADIO WEB JUAZEIRO : Economista: Discurso de Bolsonaro é realista; quem não está doente tem que trabalhar
quinta-feira, 26 de março de 2020

Economista: Discurso de Bolsonaro é realista; quem não está doente tem que trabalhar

O profissional aconselha que o momento é fortalecer comércios locais, pois as grandes empresas têm condições de se manter por alguns meses, já que estão recebendo diversos incentivos e concessões do Governo Federal.


MAJU SOUZA
RepórterMT
Economista defende fim do isolamento total para evitar caos econômico

O economista Edisantos Amorim comentou, em entrevista ao repórterMT, sobre o pronunciamento do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) que pediu o fim do isolamento total dos brasileiros, durante a pandemia do coronavírus. Amorim argumenta que é importante que as pessoas que não estão doentes trabalhem, para que a economia não entre colapso.

“O discurso [do presidente Jair Bolsonaro] foi bem realista. Se todo mundo entrar em pânico nós vamos cair em um precipício. O problema existe, mas temos que trabalhar a ótica do controle”, enfatiza.

Para ele, a pandemia causada pela Covid-19 deve ser tratada com muita cautela, e sem medidas abruptas, já que trabalha dois pontos sensíveis: o bolso e a vida do cidadão. 

“Até ontem [24 de março], havia um decreto que determinava que fechasse tudo, nada poderia funcionar. Isso é ruim, pois, antecipa um problema que poderia ter mais cautela. Quando você para tudo, a tendência é a falência”, explica o economista. 

No entanto, o prefeito da Capital, Emanuel Pinheiro já publicou um novo decreto que autoriza o funcionamento de serviços essenciais com algumas ressalvas, o que o Edisantos considera positivo para o setor empresarial e comercial. 

Na leitura do economista, pessoas infectadas pelo coronavírus e pertencentes ao grupo de risco devem permanecer isoladas, mas os jovens e mais saudáveis devem trabalhar, tomando as medidas de segurança necessária para que não se mergulhe no caos social, que pode ser causado por uma crise financeira e o um desemprego em massa, assim como defendeu o presidente.

Edisantos aconselha que o momento é fortalecer comércios locais, pois as grandes empresas têm condições de se manter por alguns meses, já que estão recebendo diversos incentivos e concessões do Governo Federal. 

Ele analisa que voltar ao funcionamento é uma das formas de se ter menos impactos.

“O que pode acontecer é uma redução de carga de trabalho, uma redução de salário, para passar por esse período. Por mais que os governos segurem, os trabalhadores irão sentir, pois, pode haverá uma diminuição de renda”, pontua.

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