RADIO WEB JUAZEIRO : Plano de retomada da economia prevê 1 milhão de empregos em obras públicas
quinta-feira, 23 de abril de 2020

Plano de retomada da economia prevê 1 milhão de empregos em obras públicas

Em reunião com Bolsonaro e sua equipe ministerial, foram apresentados mais detalhes acerca do pacote | Foto: Marcos Corrêa | PR

O presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), encarregou nesta quarta-feira, 22, ao ministro da Casa Civil, general Walter Braga Netto, a condução do plano Pró-Brasil, que visa a retomada da economia mediante aos efeitos causados pelo novo coronavírus.

De acordo com a Folha de São Paulo, o projeto se sustenta na reativação de obras públicas com recursos do Tesouro, como forma de evitar uma escalada do desemprego. A duração do programa deve ser em torno de 10 anos. No entanto, ele ainda resistência do Ministério da Economia, sob comando de Paulo Guedes.

Sem a presença de Guedes, o Pró-Brasil foi apresentado nesta quarta-feira, 22, por Braga Netto, durante entrevista coletiva. Ao lado do ministro da Casa Civil, estava o chefe da pasta de Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, que também é militar.

"Não é um programa só de governo, é de Estado. A nossa previsão de trabalho deste programa está em um universo temporal de dez anos, até 2030. Estamos pensando a longo prazo", afirmou Braga Netto.

Segundo as projeções, existe a expectativa de que o pacote consuma cerca de R$ 30 bilhões em investimentos públicos para a retomada de 70 obras que, no momento, estão paralisadas ou sendo tocadas abaixo da sua capacidade total. Dentre estas, estão rodovias, ferrovias e terminais portuários.

Em reunião com o presidente Jair Bolsonaro e sua equipe, realizada nesta quarta, foram apresentados mais detalhes acerca do pacote. A proposta ainda está sendo elaborada no Planalto, mas possui do núcleo militar do governo que acreditam que obras públicas serão necessárias.

No ministério da Infraestrutura, a ideia é que as obras possam absorver entre 500 mil e 1 milhão de empregados nos próximos três anos. A avaliação entre integrantes do governo é a de que a crise, cujo impacto foi subestimado, já consumiu mais de R$ 800 bilhões (metade com impacto fiscal) com ações emergenciais que não farão a economia sair do atoleiro.

A previsão é que, sem uma injeção de ânimo na produção, o Brasil chegará a 2021 com o mesmo nível de atividade econômica e uma dívida próxima a 100% do PIB.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Obrigado por seu comentário.

COMPARTILHE