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quinta-feira, 23 de abril de 2020

Vacina produzida na Suíça pode começar a ser usada em outubro

De acordo com pesquisador da Universidade de Berna, medicamento, que passa por testes de segurança, não precisará ser aplicado anualmente


Do R7, com EFE

Pesquisador quer vacinação em massa neste ano-Pixabay

Uma vacina contra o coronavírus da Suíça pode estar pronta para uso em outubro, afirmam cientistas do país que desenvolvem o medicamento no Hospital Universitário de Berna.

"Esta será a primeira ou uma das primeiras vacinas" a conter a pandemia da covid-19, disse o chefe do Departamento de Imunologia do hospital, Martin Bachmann, que lidera o trabalho de pesquisa.

A vacina está agora na estágio de testes de eficácia e segurança.

O especialista garantiu que existem "possibilidades reais" para iniciar uma vacinação em massa da população suíça em outubro, período muito mais curto que o de doze a dezoito meses, com base no qual especialistas e empresas do setor farmacêutico trabalham.

Bachmann afirmou que a pesquisa conta com a colaboração de instituições científicas do Reino Unido, Letônia e China, bem como da Universidade de Zurique.

A tecnologia escolhida aumenta a imunidade, o que a torna ideal para idosos, não possui contraindicações para quem sofre de doenças crônicas e é de fácil manipulação: com uma pequena quantidade de vacina podem ser produzidas milhões de doses.

Sobre a segurança da vacina, Bachmann afirmou: "Estamos fazendo tudo de acordo com os padrões, mas de maneira acelerada", acrescentando que são seguidas as diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Além disso, o especialista afirmou que a vacina contra o coronavírus provavelmente oferece proteção a longo prazo e não é necessário renová-la a cada ano, como no caso da gripe.

Isso ocorre porque o Sars-Cov2 é um vírus "estável" e não foram encontrados motivos para pensar que ele seja suscetível a mutações de curto prazo.

A equipe de Bachmann trabalha com a Saiba, uma empresa de biotecnologia especializada em vacinas e que lida com questões regulatórias e de financiamento desse projeto, que seria realizado em parte por uma fundação da Universidade de Zurique.

No processo de pesquisa e desenvolvimento, o diretor de operações da Saiba, Gary Jennings, disse que há conversas com os farmacêuticos suíços Novartis e Lonza sobre a futura produção da vacina.

O executivo e médico em bioquímica explicou que espera chegar a um acordo com as agências reguladoras e as autoridades suíças para realizar uma vacinação em massa.

"Acreditamos que podemos chegar a um acordo com o governo suíço para tornar a vacina uma realidade rapidamente", disse ele.

Ele também garantiu que a equipe que trabalha no projeto está disposta a facilitar a transferência de tecnologia para que a vacina possa ser produzida em outros países a preços muito acessíveis.

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