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sexta-feira, 15 de maio de 2020

Isolamento social é a melhor saída para preservar a economia

Fábio Bittencourt

Lojas fechadas em Salvador: prejuízo de agora pode ser recuperado no longo prazo, indica pesquisa da UFMG | Foto: Shirley Stolze | Ag. A TARDE


O isolamento social é a melhor saída para preservar a economia da pandemia do novo coronavírus, é o que aponta estudo realizado por professores do Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional (Cedeplar), da Faculdade de Ciências Econômicas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Segundo o levantamento, sem as medidas de restrição, a economia mineira poderia perder até quatro vezes mais com a crise.

De acordo com o pesquisador Edson Domingues, o objetivo do exame é chamar a atenção da sociedade para a importância dos cuidados com o distanciamento, pois, segundo ele, geralmente, a população tem o costume de associar a atual crise econômica à falta de circulação de pessoas nas ruas, “quando na verdade ela (a crise) é global, e está aí”. “O isolamento é a resposta do ponto de vista da saúde pública, que é bom para a economia, porque menos pessoas adoecem”.

Segundo Domingues, o estudo foi feito com base em três cenários: o primeiro com o modelo de isolamento feito como é hoje na maior parte do país; outro, flexibilizando as medidas e liberando parcialmente o comércio; e a última análise, sem que houvesse nenhuma restrição, e com a população circulando livremente.

No primeiro formato pesquisado, a perda econômica no estado chegaria a 1% do Produto Interno Bruto (PIB), ou 19 bilhões; no último, 4% de tudo o que é produzido em Minas, ou R$ 69 bi.

Ele explica que os cálculos obedeceram “modelos estatísticos de simulação utilizados em programas governamentais”, não sendo possível “extrapolar para outros estados”. E fez questão de explicar a lógica da coisa. “As medidas de isolamento são benéficas no longo prazo, pois evitam a perda da produtividade lá na frente. Você absorve um prejuízo agora no curto prazo, e recupera logo depois. Diferente de perder a vida”, diz.

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