RADIO WEB JUAZEIRO : Uso de cloroquina é liberado em casos leves de Covid-19 pelo Ministério da Saúde
quarta-feira, 20 de maio de 2020

Uso de cloroquina é liberado em casos leves de Covid-19 pelo Ministério da Saúde

O novo protocolo autoriza o SUS a usar também a hidroxicloroquina; a decisão cabe ao médico

Edição: Caroline Berticelli
* com informações da Agência Brasil e Reuters

PRESIDENTE JAIR BOLSONARO EM BRASÍLIA
 (FOTO: 17/05/2020 REUTERS/ADRIANO MACHADO)

O uso da cloroquina e da hidroxicloroquina em casos leves de Covid-19 foi liberado pelo Ministério da Saúde, de acordo com o novo protocolo divulgado nesta quarta-feira (20). 

No final de março, o Ministério da Saúde incluiu em seus protocolos a sugestão de uso da cloroquina em pacientes hospitalizados com gravidade média e alta, mas mantendo a norma corrente na medicina de que cabe ao médico a decisão sobre prescrever ou não a substância ao paciente. A pasta também distribuiu ao menos 3,4 milhões de doses do medicamento para os sistemas de saúde dos estados. 

O novo protocolo lista a dosagem para o uso de cloroquina ou hidroxicloroquina, associada ao antibiótico azitromicina, para uso no caso de sintomas leves em duas fases da doença, do primeiro ao quinto dia e do sexto ao 14º dia e também para casos moderados.

A mudança vai de encontro ao pregado pelo presidente Jair Bolsonaro em suas redes sociais. O mandatário é um grande defensor do uso da cloroquina e, por isso, já entrou em atrito com seus dois ex-ministros da saúde Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich. 

O Conselho Federal de Medicina (CFM) não recomenda o uso da droga, mas autorizou a prescrição em situações específicas, inclusive em casos leves, a critério do médico e em decisão compartilhada com o paciente. 
Paciente precisa autorizar o uso da cloroquina

O novo protocolo autoriza o uso da cloroquina desde que o médico decida pela sua utilização e o paciente assine um termo de consentimento, assim como solicitado pelo CFM. Além disso, o doente precisa ser informado dos efeitos colaterais que a droga pode causar em seu organismo como “disfunção grave de órgãos, ao prolongamento da internação, à incapacidade temporária ou permanente, e até ao óbito”. 
Novo ministro da Saúde 

Conforme Bolsonaro, ele não tem pressa para trocar o interino na pasta da Saúde, o general Eduardo Pazuello.


“Por enquanto, deixa lá o general Pazuello, está indo muito bem, uma pessoa inteligente. É um gestor de primeira linha, graças a ele tivemos a Olimpíada do Rio de Janeiro. Ele foi o coordenador da Operação Acolhida, do pessoal que vem da Venezuela”, destacou. 

General do Exército, Pazuello foi nomeado para o segundo cargo mais alto da hierarquia ministerial no último dia 22, após Nelson Teich assumir o ministério no lugar de Luiz Henrique Mandetta e deixar o cargo em pouco menos de um mês.

Especialista em Logística, o militar foi coordenador logístico das tropas do Exército durante os Jogos Olímpicos e Paralímpicos, além de ter coordenado a Operação Acolhida, que presta assistência aos imigrantes venezuelanos que chegam a Roraima fugindo da crise política e econômica no país vizinho.

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