RADIO WEB JUAZEIRO : Testemunha relata que crianças eram castigadas com pimenta na boca na casa da deputada Flordelis
terça-feira, 23 de junho de 2020

Testemunha relata que crianças eram castigadas com pimenta na boca na casa da deputada Flordelis

 Por: Divulgação Por: Redação BNews 

Na segunda fase das investigações acerca da morte do pastor Anderson do Carmo, marido da deputada federal Flordelis dos Santos de Souza (PSD), a Polícia Civil do Rio buscou reconstruir a história da família da parlamentar na tentativa de decifrar o crime e suas possíveis motivações. Uma testemunha localizada pelos investigadores e que trabalhou com o casal no fim dos anos 90 revelou ter presenciado crianças sendo agredidas fisicamente na casa de Flordelis e até mesmo punidas com pimenta na boca. A mulher ainda relatou que alguns adolescentes acolhidos pela pastora trabalhavam e todo dinheiro ficava com Flordelis e Anderson.

Maria Aparecida Limeira, de 69 anos, prestou depoimento na Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e Maricá no dia 18 de outubro do ano passado. Segundo trecho do depoimento, Maria Aparecida “percebeu que algumas crianças, quando faziam algum tipo de bagunça ou se comportavam de forma que desagradava, apanhavam fisicamente de Flordelis”. Ela contou ainda que “chegou a presenciar Flordelis ou Anderson passando pimenta na boca de criança que falasse palavrão”.

A mulher disse à polícia que isso lhe incomodava, pois estava ali de forma voluntária, “acreditando no bom acolhimento daquelas crianças”. Maria chegou a deixar um filho aos cuidados de Flordelis, e foi assim que conheceu o trabalho da pastora e passou a frequentar sua igreja, segundo o Extra. 

Quando foi convidada a morar na casa de Flordelis para ajudar com as crianças de forma voluntária, Maria Aparecida levou o marido e também uma filha. A testemunha relatou à polícia que depois de um período no Rio Comprido, todos se mudaram para Cabo Frio, na Região dos Lagos, e ela foi junto com seus familiares. Já na nova cidade, segundo Maria Aparecida, os adolescentes passaram a trabalhar em uma farmácia e todo o salário que recebiam deveria ser dado para Anderson, “pois o dinheiro era fonte de subsistência para todos da casa”.

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