RADIO WEB JUAZEIRO : A VELHA ESTRATÉGIA DO INCOMPETENTE.- PARTE II
sexta-feira, 10 de julho de 2020

A VELHA ESTRATÉGIA DO INCOMPETENTE.- PARTE II


Essa semana o nosso prefeito veio a público manifestar a sua indignação ao secretário estadual de saúde Fábio Vilas Boas e debitando a sua gestão as responsabilidades pela falta de condições físicas para o município enfrentar o agravamento da pandemia. 

No seu discurso inflamado, ele elogia o governador e desanca o titular da saúde num equívoco primário de quem acha que está tratando com dois governos distintos. Não tenho dúvidas que dessa vez o nosso alcaide cometeu um grande equívoco, além do secretário ser da cota pessoal do governador, querido pela primeira-dama, é quadro técnico qualificado e bem avaliado na administração e as suas palavras contrárias aos reclamos do nosso gestor tem a contundência de quem tem domínio sobre os fatos que norteiam as políticas de combate ao COVID 19 tanto pelo governo estadual como pelo governo federal. Os reflexos desse arroubo do nosso "administrador terceirizado" ainda serão sentidos até o final da sua combalida gestão. 

Ainda durante a semana, sem dar atenção a reivindicação principal de Paulo Bonfim, o secretário e o governador anunciaram uma ampliação de mais 20 leitos de UTI para o Hospital Regional, um repasse de mais 200 mil mensais para suporte e o repasse de mais de 7 milhões de reais em recursos federais, assegurados numa portaria ministerial. Segundo o governo estadual, a nossa cidade já conta com 65 leitos de UTI e é um dos municípios mais contemplados dentre os 417 municípios da Bahia. 

O que observamos nesses mais de 100 dias de pandemia, entre atos e decretos que nos obrigam a conviver em quarentena, obedecer a toques de recolher, paralisar a economia, a educação, a restrição social e outas providências necessárias, copiadas de todos os cantos do planeta e chanceladas pela OMS é que o prefeito e seus asseclas, nunca vieram a público, prestar contas de como estão sendo aplicados todos os recursos extras advindos da crise e que passaram a irrigar o orçamento municipal com o salvo-conduto de poderem ser gastos à revelia dos regramentos normais de gastos públicos. 

A população sabe que dinheiro não tem faltado, as medidas adotadas pelo governo federal renderam aos estados e municípios um afrouxamento nas suas contas e dos limites legais de despesas. Juazeiro foi contemplada com repasses significativos e dentre os benefícios diretos, a desobrigação de pagamento das parcelas da sua histórica dívida pública com organismos federais e que tanto impactam na nossa reduzida capacidade de investimentos. 

O Legislativo Municipal deixou de cumprir o seu papel fiscalizador há anos e virou um anexo do Paço Municipal. Os poucos vereadores que ultimamente demonstram certa rebeldia, não se constituem numa força suficiente para obrigar o Executivo a publicamente fazer uma prestação de contas e resta a população e células da sociedade organizada a cumprir esse papel. 

Acredito que é chegado o momento de Juazeiro se levantar, as eleições municipais funcionarão como um marco divisor, entre mudar e perecer porém, antes disso acontecer, vamos usar as nossas vozes e mostrar as esses INQUILINOS que a nossa terra tem história e que os seus verdadeiros DONOS tem um único nome; O POVO.


CIDADÃO CORONA

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