RADIO WEB JUAZEIRO : Com comércio fechado em Juazeiro, moradores atravessam ponte para fazer compras em Petrolina
sábado, 11 de julho de 2020

Com comércio fechado em Juazeiro, moradores atravessam ponte para fazer compras em Petrolina

Aumento de casos de Covid-19 em Juazeiro, durante esse período, é de 400%. Atualmente, são 1.220 casos e 35 mortes.

Por TV Bahia

Juazeiro e Petrolina são cidades vizinhas mas lidam de forma bem diferente com a pandemia


Com o comércio fechado em Juazeiro, no norte da Bahia, os moradores estão atravessando a ponte que liga o município a Petrolina (PE), para trabalhar ou fazer compras, já que as lojas da cidade estão funcionando normalmente.

O comércio de Juazeiro foi fechado pela primeira vez no dia 24 de março. Depois disso, foi reaberto em 1º de junho, quando a cidade tinha 79 casos confirmados e cinco mortes. Após duas semanas, a prefeitura voltou atrás e as lojas foram fechadas novamente no dia 22 de junho, quando a cidade alcançou 381 casos e 15 óbitos.

O aumento de casos de Covid-19 durante esse período é de 400%. Atualmente, são 1.220 casos e 35 mortes. Por causa do cenário preocupante, a Secretaria de Saúde intensificou as ações de enfrentamento à doença.

"Temos feito ações específicas do Vigilância Covid nos bairros onde a gente está com maior número de casos. Fazer com que a gente tenha o maior número de diagnósticos, que a gente tenha menos pessoas circulando contaminadas, para que a gente tenha o menor número de contaminados possível", explica a secretária de saúde, Fabíola Ribeiro.

Comércio de Petrolina funciona normalmente — Foto: TV Bahia

Diariamente, os moradores de Juazeiro e Petrolina atravessam a ponte para fazer diversas atividades. A gerente Gabriane Bento, de uma loja em Petrolina, contou que as vendas aumentaram, porque muitos clientes são de Juazeiro.

"Nós conseguimos identificar que é grande o número de pessoas de Juazeiro que vem realizar compras aqui na loja de Petrolina. Então houve um crescimento", conta.

O comércio em Petrolina também reabriu no dia 1º de junho, depois de quase dois meses fechado. Em 31 de maio, a cidade tinha 253 casos confirmados e oito mortes. Com duas semanas de comércio aberto, os casos subiram para 583 confirmados e 22 mortes.

Atualmente, são 1.382 casos confirmados e 33 mortes em Petrolina. Mesmo assim, a prefeitura decidiu manter a reabertura do comércio local. O prefeito alega que a cidade tem uma taxa de letalidade baixa (3%) em comparação a cidades do mesmo porte em Pernambuco.


Enquanto os lojistas mantêm as vendas em Petrolina, os comerciantes em Juazeiro contabilizam prejuízos. Segundo a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), foram mais de 2.200 demissões de trabalhadores do comércio.

"No período em que o comércio esteve aberto, durante uns 20 dias, houve um crescimento no número de casos em torno de 300 casos. Em média, cresceu 300 casos. Com o fechamento do comércio até o dia 8 de julho, a gente teve o dobro, 666 casos. Mais uma vez, a gente está tirando essa conta do comércio, o comércio não é responsável pelo crescimento desse vírus", avalia o presidente da CDL, Murilo Matos.

Na rede de saúde pública que integra Pernambuco e Bahia, são 56 leitos de UTI. Quarenta deles estão em Petrolina. A cidade possui, ainda, outros 18 na rede privada. A taxa média de ocupação é de 65%. Em Juazeiro, são 15 leitos de UTI. Nas últimas semanas, a taxa de ocupação passou de 90% nos leitos de UTI.

"A gestão municipal vai estar fazendo a ampliação de leitos intermediários no hospital de campanha, ao lado da UPA, para que a gente consiga estabilizar a doença, para que a gente possa estar voltando a ter o funcionamento do comércio", diz Fabíola Ribeiro.

O prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, anunciou que, a partir de segunda-feira (13), só vai permitir o funcionamento de comércio essencial durante 14 dias.


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